Katherine Winter, a personagem da “gostosa com cara de truta quando quer” Hillary Swank, não é alguém que a gente nunca viu. Ela fazia parte de uma família católica e aquele monte de coisa, até que um desastre levou seus pais. Então, por conta disso, ela resolveu não acreditar mais em NADA que a religião a impunha. Largou a vida de missionária e se entregou à ciência.
Aliás, ela ficou tão neurada com a coisa, que tudo que ela puder fazer pra desmistificar quaisquer fenômenos que possam ser atribuídos a algum tipo de demônio, santo ou similares, ela faz. Esse é o seu trabalho. Por conta disso, a moçoila é chamada até uma pequena cidade estadunidense (sempre eles), que está sofrendo com as chamadas “10 pragas bíblicas”.
Pra começar a compreender Colheita do Mal (The Reaping, EUA 2007), esse texto aí em cima já tá bom. Daqui pra frente, amiguinhos, tenham em mente uma coisa: se a sua Páscoa não é nada além de um pretexto pra dar (e ganhar, YAY!) um monte de chocolates, sem se importar com o significado inicial da coisa, esse filme é pra você. Afinal, onde mais você pode ver uma chuva de sapos (ignore o filme Magnólia, faz favor), vacas mortas, nuvens de grilos e um rio inteiro cujas águas foram transformadas em sangue? RULEZ! =D

Cheinhos do modo CSI de ver a vida, os dois coletam amostras do rio, das larvas e de todas as outras desgraceiras. Enquanto o fazem, todo o povoado já sabe em quem colocar a culpa: uma família que vive aos arredores da cidade e que pertence, supostamente, a um culto de adoradores do Caramulhão. Diz a lenda que a pequenina Loren (AnnaSophia Robb, a menina de Ponte para Terabítia) matou o seu irmão mais velho — já que matar o primogênito também faz parte das tais pragas bíblicas.
O que acontece quando Katherine resolve checar essa história de perto e conhecer a gatinha-possuída? Ah, isso vocês só vão saber indo até os cinemas. =D

Judão RECOMENDA! que você vá assistir a esse filme, tendo fé no que você achar melhor. Mesmo tendo a sensação de que você já viu esse tipo de coisas acontecendo em outras produções (como O Bebê de Rosemary ou até mesmo O Exorcista), Swank e seus coleguinhas conseguem fazer a gente acreditar que até Deus tem seus momentos de fúria. E quem sofre com isso, como já diria o truta da “árvoreze”, somos nozes. =D
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