
Foi aqui que tudo começou a dar merda. A Warner decidiu que o Tim Burton não era mais o diretor ideal para dirigir um filme do Batman e contratou Joel Schumacher. Muitos fãs do Batman odeiam o cara, mas ele começou com boas intenções, querendo fazer uma adaptação da graphic novel Batman: Ano Um de Frank Miller, mas cortaram o embalo dele. Queriam uma sequência direta, não um reboot da série.
Com a saída de Tim Burton, Michael Keaton se recusou a voltar a vestir a roupa de borracha e sem mobilidade do Batman, fazendo com que a produção fosse atrás de um novo Bruce Wayne, papel que no final das contas ficou com Val “Jim Morrisson” Kilmer. Para os vilões que atormentariam o Batman foram escolhidos o Charada e o Duas-Caras, que foram interpretados por Jim Carrey e Tommy Lee Jones.
Uma curiosidade: Billy Dee Williams, o bom e velho Lando, tinha um contrato com a Warner pra voltar a interpretar o personagem do Harvey Dent, mas como o Tommy Lee Jones foi contratado, ganhou uma grana violenta da Warner pra deixar tudo de boa. =D
Outro que acabou rodando mesmo tendo um CONTRAAAAATO foi o Marlon Wayans, que estava contratado para dois filmes para ser o Robin, mas perdeu o emprego, pois segundo ele mesmo “eles estavam queriam um ator branco”. Depois que alguns atores tentaram a sorte com o papel, incluindo um jovem Christian Bale e até Leonardo DiCaprio, o papel de Dick Greyson ficou com o Chris O’ Donnell, que até hoje só fez Perfume de Mulher de bom em sua carreira. Isso porque tinha o Al Pacino. UHHÁ! =D
Outra aquisição para o elenco foi a até então apenas “mulher do Tom Cruise”, Nicole Kidman, que está bem assaz no filme. A presença dela mostra que se Tom Cruise já mandou bala em você, o Batman também vai. =D
A história que mostra a origem do Robin, Charada e Duas-Caras poderia ser bem chupeta se não fosse pelo visual e estilo total galhofa que tomou conta do filme. Desde Gotham, que parece mais com um carro alegórico, até as piadinhas infames e os já amplamente criticados mamilos nas roupas do Batman e do Robin.
O filme tem seus momentos, mas é bem fraquinho. Ouso destacar a atuação exagerada do Jim Carrey como Charada, que pelo menos na época me pareceu legal. O Tommy Lee Jones com certeza não sabia direito como o Harvey Dent/Duas-Caras era nos quadrinhos e fez qualquer merda. Inclusive, a única coisa boa do Duas-Caras é a cocota loirinha AND assaz que anda com ele, que atende pelo nome de Drew Barrymore. =D
Nesse filme ficou evidente que a série cinematográfica do Batman nunca teve o próprio como personagem principal. Ele é apenas o escada para os vilões brilharem. Nos filmes do Burton isso acontecia, mas aqui a coisa ficou descarada. =D
A produção do filme aparentemente não foi muito fácil. Segundo o Schumacher, o Val Kilmer fez juz à sua fama de diva, o Jim Carrey foi o único que demonstrou classe, e o Tommy Lee Jones tinha inveja dele e do sucesso que ele estava fazendo. Mas, mesmo sendo a fanfarronice que foi, arrecadou 336 milhões de dólares mundo afora e vendeu muitos brinquedos, o que provavelmente era o foco da Warner na época.
Fãs torceram o nariz, o que é uma prática um tanto quanto bizarra, mas não adiantou. A Warner gostou da história e resolveu que o Joel Shumacher era o homem certo para mostrar uma visão foda do Homem Morcego. Infelizmente, eles estavam errados. Por Shiloh, como eles estavam errados…
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