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quinta-feira, 15 de outubro de 2009 | Atualizado em 15.10.09 às 18h54
Tanto potencial cinematográfico que foi jogado fora…

Falar de Distrito 9 não vai ser fácil, assim como nunca é fácil dar sua opinião sobre algo que tem todo um hype envolvido. Sempre vai ser apenas a SUA OPINIÃO e uns 80 pelegos não vão concordar e meterão o pau. Mesmo assim, resolvi me arriscar e publicar em algum lugar minhas impressões sobre esse filme.
Fui assistÃ-lo em uma dessas sessões de pré-estréia que os cinemas fazem para testar a popularidade do filme antes de entrar em cartaz. Em uma sessão as 23h00 da sexta, mesma sexta em que estreou Inglourious Basterds, com o cinema estava lotado, ou seja, pontos para o filme. Fui vê-lo, e isso é importante falar, sem ter nenhuma noção do que se tratava — não li sobre, não acompanhei o viral, não vi trailers — fui completamente neutra.
Distrito 9 conta a historia de um lugar que lembra muito uma favela, onde foram abrigados aliens de uma nave que parou em cima de Joanesburgo, Ãfrica do Sul. Quando a favela fica pequena demais para os aliens e isso começa a sair do controle das autoridades, eles resolvem mudá-la para o Distrito 10. Para isso, Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um funcionário caxias da MNU é nomeado encarregado da operação de entrega da notificação de despejo aos aliens moradores da área, porém, ele acaba se contaminando por uma doença que aos poucos o faz adquirir caracterÃsticas alienÃgenas.
Na primeira meia hora do filme, o formato que o diretor Neill Blomkamp escolheu para contar a história me deixou de queixo caÃdo. Ele arriscou e resolveu fazer um filme em formato de mockumentary — um falso documentário. Não como Cloverfield ou Bruxa de Blair, mas como um documentário clássico, desses com depoimentos de pessoas que “presenciaram†os fatos. É tudo bem parado, com a linguagem documental bem explorada e definida.
Nessa primeira parte temos contato com uma historia muito interessante. A dominação que os humanos exerceram sobre os aliens se aproveitando de seu estado frágil, a constituição da favela, as referências claras ao apartheid, a humanização e submissão dos aliens, a imbecilidade dos personagens humanos, tudo se encaixa, faz sentido e é genial. Aliás, o personagem principal se monta como um belo resumo dos humanos comuns que trabalham para um governo ou repartições públicas – um grande babaca engravatado que passou a vida atrás de uma mesa, que quando tem o poder em mãos não sabe o que fazer com ele e acha que humilhar seus subordinados/seres inferiores é demonstrar competência.
Com um personagem principal cheio de falhas de caráter, uma historia original e diferente contada de um jeito inusitado muito bem realizado, efeitos CGI fantásticos usados para dar mais realidade à historia e não para explodir coisas, comecei a pensar que talvez esse filme fosse realmente merecedor de todo o hype e as criticas ótimas que vem recebendo.
Mas, como meu pai sempre me disse, “Goleiro e juiz não se elogia antes do final do jogo†e a partir de um certo ponto do filme a coisa desanda. Mas desanda de uma maneira que, pensando agora no que esse filme é e no que poderia ter sido, dá até dó de tanto potencial cinematográfico que foi jogado fora.
E não estou sendo exagerada.
A linguagem documental estabelecida nos primeiros minutos de filme se perde em uma salada mista de clichês e formatos, assim como a persona de Wikus, que de um babaca vai para um “herói das massas†em menos de 48 horas.
O diretor resolve abandonar o documentário e assumir um filme de ação clássico, com tantos clichês que em muitos momentos me lembrou passagens sarcásticas de Tropic Thunder. O comandante bad-ass saindo de uma névoa com a metralhadora na mão, a relação pai-alien / filho-alien, o herói que no fim coloca a necessidade dos outros a cima da dele. Neill Blomkamp acaba virando vitima do gênero que ele queria subverter (ou que queriam que ele subvertesse). Tudo vira uma grande caricatura de filmes de ação/sci-fi. Essa meleca que acontece com aquele que poderia ser um dos novos clássicos de ficção cientifica tem seu ápice nos 20 minutos finais, que em nada se diferenciam dos filmes do Michael Bay: explosões à granel, muitas balas, sangue pra tudo quanto é lado e um transformer/homem-de-ferro-feelings que vomita. Nesse momento todo aquele sentimento de “putaquepariu que filme foda†que eu tive no começo já tinha virado um grande monte de vergonha alheia.
É difÃcil analisar o porquê exato disso acontecer, porque o diretor resolveu optar por um hÃbrido de linguagens ao invés de se manter à sua idéia original. Se foi pressão do estúdio, um ato de covardia, medo de não atingir as metas de bilheteria/faturamento ou apenas uma fatalidade, mais um caso onde um roteirista e um diretor perderam a mão.
Não pense que o filme é de todo o mal, não. A atuação de Sharlto Copley (Vikus) em seu primeiro papel no cinema é surpreendente. A historia, apesar de seu desenvolvimento fraco, continua interessante. A bilheteria estourou, mas a magia e a graça se perderam.
Em uma teoria mais arriscada, acho que os primeiros minutos do filme são tão bons, e te inserem tanto naquela realidade que há quem não perceba quando tudo desmorona. Isso explica o tanto de fãs fervorosos que esse filme já tem e insistem em compará-lo a Blade Runner ou Alien. Enquanto escrevo esse texto, Distrito 9 está em 77º no ranking do IMDB, enquanto “2001: Uma Odisséia no Espaço†está em 88º. Ou seja, na lista mais respeitada do cinema mundial, Distrito 9 está 11 posições a frente de um dos melhores (esse sim revolucionário!) filmes de sci-fi já feitos.
Não há como tirar o mérito do filme de ser algo original em meio a tantas sequencias, adaptações e “mais do mesmo†e nem do diretor de ter feito um trabalho honesto em seu filme de estréia, mas na minha opinião, tirando a euforia do recém-lançado, ainda não há motivos para esse tipo de comparação, visto que os filmes citados tiveram grande importância para o desenvolvimento do gênero e a importância que Distrito 9 pode vir a ter no futuro não deve chegar a tanto.
Seja como for, Distrito 9 vale a pena ser visto, e revisto, pois no mÃnimo ainda vai gerar muita discussão.
Comentários
Já são 33 sobre esse post -- até agora
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Andreas Figge
Olha, para não entrar numa discussão chata e que eu não vou ter paciência para continuar depois, eu discordo do seu ponto de vista quanto ao filme desandar, o Wikus nunca deixou de ser quem ele é e essa coisa de heroÃsmo nunca existiu no filme (na minha opinião, claro)…
Deixando de lado essa parte chata da discussão que eu não quero criar, eu queria mais era lembrar que 2001: uma odisséia no espaço está em 88º na lista do IMDB e foi lançado a mais de 40 anos, enquanto distrito 9 foi lançado agora e tem metade dos votos que 2001 tem (o que torna o filme mais complicado de se manter no topo, claro), muitos deles ainda dados pela emoção do momento, e não por uma leitura fria do mesmo. Eu acredito que distrito 9 é sim um puta de um filme, e acredito também que a justiça será feita e ele ainda cairá de sua posição do top 250.
Um abraço pra você, foi uma crÃtia muito bem elaborada, e eu preferia sua foto antiga em p&b. ^^
15 de outubro de 2009 às 19h27
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Glauber
Concordo com particamente tudo nesse review! Eu vi o trailer antes e achei fantastico, infelizmente baixei pra ver em casa (estava ansioso). Dei uma nota 7.0 no imdb! ou seja: é melhor que a média, mas tinha potencial pra ser fantastico!
Como escrevi no outro comentario existem muitos cliches! Sério que o cara que era mau e depois de virar half alien ia perceber que eles nao eram assim tão maus?
Bad score at the end!
15 de outubro de 2009 às 20h34
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marcos
somente alguem com uma mente doente acharia este filme ruim…ele é genial e ponto……..
15 de outubro de 2009 às 22h38
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Zé
A mudança de personalidade em 48 horas é mais absurda que uma mão humana transformar-se em uma alienÃgena em menos tempo? O filme é muito bom, não precisa ser sem clichês pra ser clássico, não precisa ser clássico pra ser bom. As comparações no imdb foram explicadas por um colega acima.
15 de outubro de 2009 às 22h59
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LuizClaudioFonseca
District 9 tem seus defeitos, mas o que não desqualifica a qualidade do filme. A imersão que ocorre logo no inÃcio nos faz seguir a linearidade da história e concordar com os julgamentos do Wikus. Nota 9.0 pra este filme. Este ano dei nota 10 somente para O Solista, que em certo momento me levou ao transe.
Abs, inté.
16 de outubro de 2009 às 2h19
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Andre Matt
infelizmente sou obrigado a concordar.
esperava mais, mas uma vez q acaba o modelo documentário, acaba também o bom nÃvel do filme. culpa da expectativa, fácil.
16 de outubro de 2009 às 4h41
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Richard
É bem isso mesmo, o começo mostra um super potencial, mas depois que aparece o Alien dizendo:
“- Depois de 20 anos conseguimos finalmente completar nossos planos Muáhahaha. Ei roubarammm!!!”
Dá pra ver que a coisa não vai ir pra frente!
16 de outubro de 2009 às 8h22
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Indiana Jones
EU ACHEI O FILME EXCELENTE. UM COLÃRIO NOS OLHOS PERTO DE UNS BASTARDOS QUE VEMOS POR AÃ……
1- BONS ATORES
2- HISTÓRIA ORIGINAL
3- EFEITOS DE FICCÇÃO MUITO BONS
4- ROTEIRO BEM FEITO
Pelo contrário, o filme começa meio enfadonho e a medida que avança vai ficando cada vez melhor.
16 de outubro de 2009 às 12h35
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jrvocal
Parabéns pela nota, uma da melhores que já li no site. ainda não vi o filme mas verei em breve…
obrigado
16 de outubro de 2009 às 12h36
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Indiana Jones
Aqui parece que alguns concordam com o que o crÃtico escreve. Se Bastrados Inglorios é um filme chato que faz dormir, mas dizem que é ótimo, todo mundo acha uma maravilha! Chegam a ter convulsões orgásmicas! Se Alguém diz que um filme de roteiro original, como Distrito 9, é fraco, todo mundo repete……alguns não tem opinião própria.
16 de outubro de 2009 às 12h42
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vicky
@indiana jones
Ou apenas são muitas opiniões para o mesmo filme, alguns concordam totalmente outros discordam totalmente e ainda há aqueles que concordam com ressalvas. Essa é a maravilha da liberdade de expressão.
16 de outubro de 2009 às 13h39
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GabrielBAP
Na minha opinião, a ação inserida no filme não o faz pior. Pra falar a verdade, eu não sei como ele seria seguindo como um documentário até o fim.
16 de outubro de 2009 às 18h01
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Jimmy Alexandre
Nossa vi esta critica, e assisti o filme,
e cara,(adimiração ^^) é um puta filme.
até achei que seria ruim e tal’s, mais me enganei.
fikei maravilhado com os efeitos, até conseguiram me inspirar(to até voltando a criar umas coisas no 3ds max de novo kkkk ), gostei pakas do filme e recomendo
mas é isso ai recomendo o filme”
parabéns pela critica, bem elaborada, concordo com a parte dos cliches e tal’s, mas a historia tava legal,e o cara é um puto de ator !
fws galera vou voltar a minha realidade,(chega de aliens por hoje KKKKKK²
16 de outubro de 2009 às 22h33
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bilu
Prezada Vicky, só pra constar a giria que usaste “pelegos”, normalmente não se aplica aos que contestam e criticam, essa giria é usada aqui no sul pra quem aceita de bom grado o status quo.Sinceramente quem critica não é pelego, ou tu te consiera assim por criticar o filme? abraço
16 de outubro de 2009 às 23h38
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Pimentão Azul
eu achei muito tosco esse filme, nada de original, mesclou tudo que já temos no cinema, fez uma salada
17 de outubro de 2009 às 12h36
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Maki
PQP!!! pq ninguém entende que o filme não é um Cloverfield e nem uma Bruxa de Blair da vida. O estilo documental do começo, algo que nem teve um fim, o que fica claro no fim do filme, é apenas pra deixar aquela pulga atrás da orelha, qual foi afinal a merda que Wikus fez para todo mundo estar irritado com ele? e isso vai ficar mesmo para D10 e D11 responder.
PS: O documentário começa sendo anti-Wikus, a começar pq ele além de ser um babaca é instrumento de puro nepotismo, mas nenhum “critico” percebeu isso.
18 de outubro de 2009 às 1h50
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Cauê
Vc naum sabe d nda, o filme eh genial e diferente.
18 de outubro de 2009 às 2h21
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Anderssauro
Concordo plenamente com o post, o filme que tinha todo um potencial para um final FODA, se acomodou. Tiros, explosões e um cara que se arrepende e vira herói.
Mas de qualquer maneira o filme ganha vários pontos pela originalidade.
18 de outubro de 2009 às 19h38
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Colubas
Caramba!!! Vcs não prestaram atenção no raio do filme? O malaco não virou herói, (SPOILER!!!)ele tá é pensando 3 anos a frente, que é qdo o alien disse que voltaria pra curá-lo!!! Ele não salvou o rabo do alien pq ele era amiguinho dele, mas sim pra poder se curar mais pra frente!! Agora, o que vai acontecer 3 anos depois, só D10 vai dizer… =D
19 de outubro de 2009 às 14h19
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Heloisa
Resenha simplesmente genial. Resume perfeitamente tudo o que senti durante o filme. A parte “documental”, que traça um paralelo da “invasão” alienÃgena com o Apartheid (e por que não dizer com as nossas favelas?) é simplesmente genial. Mas depois a coisa desanda e cai num clichê nojento e vazio, igual (ou pior) aos trocentos filmes de ação e perseguição que já vimos por aÃ. Um grande potencial atirado no lixo. Uma pena.
19 de outubro de 2009 às 15h14
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Francisco Boni
Parabéns Vicky Salles. Um dos reviews mais conscientes e ponderados que vi sobre o filme. E eu odeio reviews e crÃticos. Li quase todos reviews do IMDB. E vi o filme assim que saiu em CAM russo nos P2P, qualidade péssima.
O filme é ótimo sim, pela proposta e a intencionalidade. Quem deixa o filme hypeadÃssimo são os afobados de plantão. O próprio diretor do filme disse que não esperava tanto sucesso e opniões positivas.
Acho que de tanto lixo que sai no mainstream, o povo fica com uma dissonância cognitiva. Quando sai algo decente criam expectativas e super valorizações.
20 de outubro de 2009 às 4h10
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Leandro Ramos
CrÃtica excelente.
É fácil falar do sucesso de um filme, mas é difÃcil encontrar defeitos.
Parabéns. Excelente Review, lendo os comentários pude ver e diferenciar o leigo do especialista, o nerd do cinéfilo.
Só precisa evitar um pouco a artificialidade, e escrever se aproximando mais do leitor. Os comentários se basearam nos efeitos e nas gÃrias e não no enredo e na pureza do cinema.
Mais uma vez: excelente review.
20 de outubro de 2009 às 9h15
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FlavioBC
Entao que final fantastico seria esse, pessoal? todo mundo fala “Ah, tinha potencial mas os caras erraram a mao, ferraram com tudo” Desafio alguem a postar qq coisa refernte a como deveria ter sido o final… so sabem reclamar!
Argumentos como: “ficou faltando alguma coisa”, “poderia ter entrado pra historia do cinema”, “errou a mao” me irritam profundamente…
20 de outubro de 2009 às 10h01
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Victor Hugo
Espero poder ver esse filme logo, de tanto que ouço falar bem.
Mas antes dos novinhos dizerem que é uma “história original”, não se esqueçam da série dos anos 90 “ALIEN NATION” que tratava justamente disso. Milhares de alienÃgenas humanóides caem na Terra e se tornam imigrantes indesejados, vÃtimas de discriminação, formando guetos, cometendo crimes e sendo vÃtimas deles. No Brasil o filme e seriados ganharam o tÃtulo de “Missão Alien”.
20 de outubro de 2009 às 15h39
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rodolfo
eu não acho que seja uma crtica somente ao aparthaid.. é mais ligado a como o ser humano se julga superior ao outro.. seja por forma de escravos ou riqueza social.
mostra o quao idiferente somos ao sofrimento alheiro
20 de outubro de 2009 às 16h41
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Luiz
Achei este filme um lixo, tem seus pontos interessantes, mas é cansativo e muito, mas muito chato!
20 de outubro de 2009 às 17h32
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QUEIROZ
Eu esperava o Ensaio sobre a cegueira dos Ets, mas não é. Em nenhum momento você se sente absorvido pelo ambiente do Distrito 9, senti falta disso, o ponto de vista não do invasor, mas do local, assim como o Camarão Christopher e seu filho. O Wikus (Sharlto Copley) é um bom personagem, por não ser nem bom, nem mau, ele tem deslizes por uma questão de pura ignorância, mas quando infectado reage da maneira egoÃsta como agiria qualquer pessoa, até por causa da maneira como a MNU, trata os Camarões. Aliais é fácil traçar paralelos entre Wikus e Seth (Jeff Goldblum) de A Mosca de Cronenberg. Nem parece que o filme tem mais de uma hora, tendo em vista o ritmo frenético, ainda mais no terceiro ato ganhando as caracterÃsticas de um ótimo filme de ação. Há, por ventura, contradições como, por exemplo, em um momento Christopher diz a Wikus (Sharlto Copley) que não pode deixar seu povo virar cobaia, mas quando tem a oportunidade de fugir o faz sem a tal preocupação. Gostei da maneira como concluiu, mas ao invés do Wikus se tornar o Camarão na sua alma, a exemplo de Christopher, fica limitado a sua aparência.
20 de outubro de 2009 às 21h34
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Superonan
Muito bom o seu comentário, Vicky.
E veio de encontro ao que achei do filme também. O começo é excelente…mas aà vai caindo…vai caindo…vai caindo…aparece um ou outro clichê (mas clichês esses, superáveis) e ocorre uma melhora no final. O filme é bom, mas tinha potencial pra ser muito mais!
21 de outubro de 2009 às 14h03
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FlavioBC
Vcs nao cansam de ficar repetindo nao? todo mundo entra aqui e diz: podia ser melhor, lalala, era pra ser grandioso, mais blablabla e ninguem tem a minima ideia do q fazer… chega a ser engracado…
21 de outubro de 2009 às 16h50
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Eversmann
Prezada Vicky, desculpe, mas como você queria que a história se desenrolasse? Por experiência “visual” claro, nós todos sabemos que o choque entre dois grupos com propostas diferentes sempre, ou na maioria da vezes, leva ao conflito, o ser humano muitas vezes tem que pegar em armas pra resolver seus problemas, EX? hoje, RJ, helicoptero derrubado e policia em choque com traficantes e mortes nos morros. Por que você acha que o fato da ação chegar arrasando( e que arraso) na parte final do filme, desmerece o mesmo? desde quando? Você queria um papo burocrata? com a indústria militar salivando pelo Wikus? Wikus estava la para despejar os camarões e tudo muda quando ele é infectado. A explosão de fúria dele na sala de operação poderia acontecer com qualquer um, e lembre-se, falar de cliches no território da ação, do combate, é falar de algo que nós não sabemos como funciona, um cara tendo que lutar pela sua vida cokm bala e explosões por todo lado, está sujeito a muitos cliches, a vida é um cliche. Quando Wikus volta pra salvar o Christopher, ele está sendo humano, isso é ser cliche? Quando é num filme de ação é cliche, se fosse na Lista de Shindler seria humanidade.
Nota 9, já está na lista dos melhores Scifi da década.
21 de outubro de 2009 às 22h05
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fabricio
Não assisti ainda !!
mas, tenha dó, qual a credibilidade dessa lista imdb ? cada um tem sua opinião. Sério q “um sonho de liberdade” é o melhor filme já feito em todos os tempos ?? é um bom filme, mas o melhor de todos os tempos ?? ah vá !!
e 2001 é uma bosta !! puta filme chato, na minha opinião !!
22 de outubro de 2009 às 12h25
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Ana
Achei muito radical você dizer que o potencial cinematográfico foi jogado fora apenas por causa dos clichês.
Eu concordo com o Zé que disse que o filme não precisa estar isento de clichês para ser clássico ou ser clássico para ser bom.
NÃO PODEMOS comparar Distrito 9 com 2001 apenas porque ambos são sci-fi.
Eu achei o filme genial e o personagem de Wikus não era herói, ele estava com conflitos internos e no fim, só agiu como agiu para seu próprio benefÃcio por vir.
22 de outubro de 2009 às 12h41
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Zé da Portaria
Arri!! Égua! (com devido lincensiamento do termo pelo admirado colaborador do site Morph). Acontece que eu fiz uma crÃtica enorme do filme no meu post , e em seguida apareceu o seguinte erro:
PAM! ERROR , ERROR 1340324. Zé da Portaria só participou de três aulas de alfabetização em inglês da Sasha , devidamente paga pela Sr Epaminondas do 102. Sendo assim seu arsenal “literático” se esgotou e o Windows precisa ser desligado e trocado por um Mac.
COMO FASS?
E eu ainda ia falar sobre Haipa do filme , que até um certo ponto é justificado.
26 de outubro de 2009 às 11h21
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