sexta-feira, 5 de outubro de 2007 | Atualizado em 19.10.07 às 11h14

Déficit


O Gael podia ter passado sem essa…

Tayra Vasconcelos
Do Rio de Janeiro

Desde o dia em que cheguei ao Rio de Janeiro, esse era um dos filmes mais comentados, seja pelo público, seja pelo meus colegas credenciados, seja pelo pessoal do Staff do Festival. Afinal de contas, Déficit é o primeiro filme dirigido pelo cultuadíssimo Gael García Bernal. Tanto que, assim que a venda de ingressos desse filme foi liberada, rapidamente estavam todos esgotados. Eu que retirei meus ingressos todos logo no primeiro dia, só consegui o meu para a penúltima sessão, que aconteceria no último dia do Festival (e num cinema pra lá de onde o Judas perdeu as meias)… Mas vamos que vamos, afinal, era o primeiro filme do Gaelito.

Peguei o tal do Metrô na Superfície, que nada mais é do que um ônibus que para em um ponto e pula outros 10, atravessei a cidade e fui conferir Déficit. E já começo dizendo que todos os meus instintos lesbianos se afloraram quando vi a guria que interpreta a argentina Dolores (Luz Cipriota), que é a única coisa que realmente vale em todo o filme, e olha que eu acho o Gael frooooxo…

O filme conta a história de Cristóbal (Gael García Bernal) um playboyzinho mexcicano, filho de um economista corrupto que está “foragido” na Europa, que vai passar um fim de semana na casa de campo com um grupo de amigos. Lá surge um conflito a la Menino de Engenho, com um dos caseiros, que cresceu junto com Critóbal e que era seu amigo de infância, mas que, com o passar do tempo, perdem todo o tipo de contato.

Esse conflito, assim como vários outros, não se fecha. Nada fica muito claro no filme, nada é encerrado. Tudo aconteceu pra falar sobre os Playboys que se embebeda e se drogam, alheio a tudo… Mas nada fica muito claro, nada se encerra, com um fim que chega do nada.

O filme é bem mal dirigido e com um roteiro bem fraco e vazio, que não se conclui, que não explica bem o porquê de determinados personagens, ou de determinados conflitos. Me pareceu que Déficit nada mais é que a realização do capricho infundado de um dos atores latinos mais cults da nova geração.

Judão adverte, não vale nem a pena querer conferir, mesmo que você seja um grande fã do trabalho de Gael García Bernal. É melhor que continuemos a admirá-lo pelo seu excelente trabalho como ator e passemos uma borracha nessa sua incursão no ambiente da direção.

Comentários
Pelo menos um comentou -- até agora

  Cazz

toooooooma papudo…vai se meter onde nao entende =D

5 de outubro de 2007 às 15h57
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