Meu pai é um grande fã d’O Planeta dos Macacos, original, com Charlton Heston. Eu lembro quando ele me fez assistir ao filme junto dele. Mas só lembro disso, e de ver uns macacos meio estranhos na TV. Até que veio o remake de Tim Burton, com Marky Mark, e aquele final.
Eu até hoje não entendi.
Um professor de física meu chegou a explicar, mas não foi especificamente pra mim, era parte de alguma aula e eu, obviamente, não lembro exatamente o que foi que ele falor. Envolvia dimensões, o tempo passar mais rápido num lugar que no outro, essas coisas.
Fato é: não entendi, continuo sem entender muito bem, mas se alguém se dispuser a explicar, obrigado. :D
Em Novembro de 2007 surgiu a informação de que a Fox iria voltar ao Planeta dos Macacos. Ou also assim, já que se trataria de uma prequência. Depois, muito pouco ou quase nada foi dito sobre o filme, até o início desse ano, quando a Fox liberou uma imagem. Uma única imagem de James Franco olhando um computador… E só.
Até que, em Abril, em uma apresentação online da Weta Digital, responsável pelos efeitos especiais do filme, surgiram as primeiras imagens de macaquinhos no filme — além de um teaser-trailer. As coisas, então, começaram a mudar. Quem não ligava pro que estava acontecendo começou a dar um pouco mais de atenção — a começar do fato de que os símios, agora, seriam todos feitos em CGI, e não mais humanos usando máscaras e próteses.
Planeta dos Macacos: A Origem estreia em 05 de Agosto, no Brasil e em boa parte do Mundo. A primeira imagem de um Macaco surgiu apenas em Abril, faltando só quatro meses para o lançamento. Alguma coisa estava errada. E a Fox, sabendo disso, resolveu chamar diversos “influenciadores” de todo o Mundo — mais específicamente, Espanha, Inglaterra, França, México, Coréia, EUA — para apresentar cenas exclusivas e bastidores da produção e, num movimento curioso e, até onde eu saiba, inédito, discutir estratégias, ideias e enfim. O Judão foi o representante do Brasil. :)
Os macacos estão ficando mais espertos
O evento aconteceu em Los Angeles, nos dois primeiros dias de Junho e envolvia diversas coisas, como a socialização do que eles chamaram de “The Rise 50″, com jantares e uma balada na qual não pude entrar por estar de bermuda. LOL. :D
No primeiro dia, nós apenas fomos apresentados ao que seria o evento e, obviamente, às outras pessoas. Me apaixonei pela Cristty, conheci o tal do humor britânico com a Kate, fiz amizades com o Jon e o Romain e dei boas risadas com o Armando, o Sun e o seu tradutor — que me disse que quer visitar o Rio, depois de assistir a Velozes e Furiosos 5. E, dentro da Fox, assistimos a X-Men: Primeira Classe. Pra muitos era tudo novidade, mas já era a segunda vez que via o filme em menos de uma semana e eu aproveitei pra dar umas pescadas durante o filme. O jetlag, o Bubba-Gump e o bar no dia anterior não tinham ajudado, afinal. :D
Enquanto isso, no mundo das internets, surgia um novo trailer do filme. O primeiro com mais da história, mais macacos… E o primeiro que, OK, isso parece ser interessante.
No dia seguinte, depois do café da manhã dos campeões — ovos, english muffin, bacon e chá <3 — partimos novamente para a Fox, onde a brincadeira toda, de fato, começaria. E começou de jeito, com o chairman da 20th Century Fox, Tom Rothman — o responsável por tudo isso que você tem visto nos cinemas, vindo da Fox, nos últimos anos. Wolverine, por exemplo. :D
Aliás, ele fez um mea-culpa por esses desastres. Não que eu tenha perdoado, mas enfim…
Rothman começou contando um pouco sobre a história do estúdio, como tudo começou, os problemas que passaram até chegar em James Cameron e o sucesso de Titanic e, especificamente, Avatar. Isso porque Planeta dos Macacos: A Origem se utiliza das tecnologias inventadas por Cameron pra fazer o filme dos azulões — como, por exemplo, a câmera na cara para filmar os movimentos faciais, ao invés daquelas bolinhas antigas, entre outras coisas.
Segundo Rothman, sem tais tecnologias, seria impossível fazer o filme — como ainda se trata do início da revolta dos Macacos, quando eles começam a tomar consciência, eles precisavam ser mais macacos e menos “humanóides”. E, assim, absolutamente todo e cada macaquito visto no filme é, na verdade, um ator.
Ele ainda mostrou um screentest do primeiro filme, gravado num estúdio ali do lado de onde estávamos, pra mostrar como seria impossível fazer qualquer coisa parecida com aquela no filme de hoje.
E eu fiquei assustado com a boneca que eles usaram pra demonstrar que os humanos eram inteligentes. Mas enfim. :D
Caesar, o principal, que começa tudo, é ainda interpretado pelo gênio Andy Serkis, que viveu o Gollum, King Kong e agora volta a ser um símio. Ele deveria ter aparecido lá, via videoconferência, mas seus trabalhos como diretor de segunda unidade de “O Hobbit” não permitiram. Não pudemos falar com ele, mas o que foi mostrado já valeu bastante a pena.
Os macacos estão ficando espertos
Rothman explicou que a base do filme, uma espécie de gênero dele, é “Don’t mess with the mother nature”, que ele fez questão de dizer “don’t fuck”, em alto e bom som, “porque é exatamente isso”. Aí, a história, que se passa nos dias de hoje em San Francisco, se explica: um engenheiro (James Franco) genético faz experiências para tentar curar seu pai (John Lithgow) de uma doença e acaba gerando “inteligência demais” em um macaco, que se rebela e… Você sabe como termina, né?
Logo depois foi a vez de Rupert Wyatt assumir o microfone, contando como foi que conseguiu o trabalho, entre tantos outros concorrentes mais famosos — e com mais currículo. Em resumo: ele fez um vídeo de uns 3 minutos com a ideia dele para o filme, misturando imagens de macacos inteligentes e diversos outros filmes. Começava com os chipanzés bonitinhos, fazendo macaquices, ficando mais inteligentes, se revoltando, dominando o planeta.
Vendo o tal do vídeo, deu pra entender porque a Fox o contratou. O cara não quis inventar nada demais e, o que eu acho que é o principal, se baseou em realidade pra mostrar a sua visão. Ele até mostrou um vídeo de um tal de Humanzee (que em português seria algo tipo Humanozé, LOL, misturando Humano com Chimpanzé), que muita gente acreditava ser o “elo perdido”… Meio tenso.
Com essa deixa, começou a mostrar algumas imagens do making of do filme e, nesse exato momento, o meu queixo caiu. Nas cenas, absolutamente nada terminadas — e com efeitos bem toscos, pra ser sincero, pra você ter noção de quão acabado estavam — eles mostravam a versão com macacos e a versão com atores, usando próteses nos braços para que eles fossem “maiores” e os movimentos mais naturais.
É impressionante. Me lembrei na hora da cena em que a Neytiri briga com o namoradinho em Avatar, que depois foi mostrada com a Zoe Saldana “lado a lado”. Obrigado James Cameron, por essa tecnologia.
Eu não faço ideia se o filme vai ser bom ou não, mas puta que pariu. E já inclusive podemos esperar sequências… Pela previsão deles, o filme vai dar certo e então teremos uma expansão do Planeta dos Macacos, de verdade, já que esse primeiro filme se concentrará em San Francisco — grande parte das peças de marketing, como pôsteres e banners que foram mostrados pra gente, se baseia inclusive na tomada dos macacos da Golden Gate Bridge.
Isso eu acho que pode atrapalhar um pouco o filme fora dos EUA, pois muito pouca gente conhece San Francisco, ou associa a ponte à cidade. Mas enfim. São macacos que começam a pensar, quem se importa com isso, mesmo? :)
Depois de Wyatt, foi a vez do produtor Peter Chanin assumir o microfone e, falando baixo, muito, muito, MUITO baixo, explicou porque é que estávamos lá, como ele enxerga essa nova mídia — fazendo uma comparação bem interessante com os X-Men — sua carreira, e comentou basicamente tudo o que os outros tinham falado. Tudo isso, repito, MUITO, MUITO baixo, mal dava pra ouvir. Uma pena.
Mas ouvir Joe Letteri, da Weta Digital, ganhador de vários Oscars de Efeitos Especiais, foi uma experiência sensacional. Ele mostrou mais algumas imagens do filme, suas etapas de criação — desde o ator interpretando até ela pronta — e… Sabe, é sensacional ver um filme pronto e saber que foi feito de um jeito tal. Mas ver a produção antes do filme me deixou, realmente, embasbacado!
E a quem interessar possa: sim, o fato de a Weta já ter feito King Kong, com o próprio Andy Serkis, facilitou bastante na criação de Caesar e dos outros macacos. Ainda assim, rolou toda uma pesquisa sobre músculos e pelos — o que fez com que 1 segundo de filme demorasse 2 meses pra ser finalizado. Mas, depois de “criada a tecnologia” para mexer com pelos, tudo ficou mais fácil.
Essa, aliás, é mais uma razão do tamanho atraso do filme. Ao menos tão fazendo as coisas direitinho. :)
Apes will rise
Depois dessas apresentações, foi a vez do pessoal de marketing falar um pouco de como será a campanha de divulgação e mostrar imagens de pôsteres, banners e outras peças de marketing. Como falei lá em cima, eu não vejo muito daquelas coisas funcionando fora dos EUA. Não, pelo menos, os pôsteres e tal.
Infelizmente, não pudemos tirar fotos disso pra mostrar pra vocês. :(
Eles prometeram alguns vídeos (que eu acho que já deveriam ter sido lançados, hehe) mostrando macacos fazendo coisas que, no mínimo, te assustam — como por exemplo jogando Call of Duty e atirando.
Tipo, eu já tenho medo de robôs que simplesmente andam em duas pernas. UM MACACO QUE ATIRA?!? Pelo amor da véia.
Enfim, eu não vi muito mais do que você viu no último trailer do filme — tirando o fato de ter visto parte daquelas imagens sem estar prontas — mas por tudo o que eu ouvi, acho que vale a pena a gente dar um crédito para Planeta dos Macacos: A Origem. Pelo menos a gente já pode ter certeza de que não será tão chato quanto o do Tim Burton. Isso é um ponto a favor importantíssimo. :)
O filme já tem um painel CONFIRMADO na Comic-Con 2011, na quinta-feira. Estaremos lá pra cobrir tudo, e descobrir mais coisas. E que comece logo essa divulgação… Dia 05 de Agosto tá aí. ;)
