
Olá, tudo bem? Eu ainda estou meio atordoado após ter lido esse roteiro, mas eu vou tentar explicar o porque de estarmos fazendo um review de roteiro de um filme que começou a ser filmado, para aí então falar dele.
Desde meninote, eu gostei de cinema. Tipo, sei nomes de diretores, roteiristas, nomes originais de filmes, atores e o escambau. Me lembro de passar madrugadas assistindo a filmes, quando tinha apenas 8 ou 9 anos. Vi filmes como Pulp Fiction e até Minha Amada Imortal(Gary Oldman como Beethoven é ASSAZ!). Aprendi inglês graças aos filmes e, assim que comecei a ter acesso à internet, comecei a ler roteiros. Roteiro de filme de ação, filmes que não chegaram a ser produzidos, filmes antigos e que eu achava assazes.
O que tudo isso tem a ver com o roteiro do Inglorious Bastards do Quentin Tarantino? Durante todo esse tempo que eu li roteiros, me deparei com diversos ruins pra filmes legais, e roteiros bons que resultaram num filme porco. Em todos os casos, eu não me empolgava. Às vezes falava “Nossa, que legal!”, ou “Grande merda!”. Mas com os Bastardos Ingloriosos foi diferente.
Depois que consegui o roteiro, fui até checar em tudo quanto é canto se é o roteiro recebido por alguns sites gringos. Não parece um roteiro do Tarantino, mas tem tudo que fez os filmes do cara bons. O tom épico domina, mas o que leva o filme são os seus personagens.

Dividido em 5 capítulos, o roteiro conta duas histórias diferentes que acabam se entrelaçando próximo do final: A da jovem judia Shosanna, uma francesa que tem sua família assassinada pelo Coronel Landa, o temido “Caçador de Judeus”, e a dos Basterds, grupo de soldados americanos que literalmente barbarizam com os nazistas.
Aqui eu percebi que, mesmo a história da Shosanna sendo meio morta e um pouco arrastada no meio, é extremamente útil pra toda a história, principalmente em seu final.
Mas e os Basterds? Sim, como é possível ver na capa do roteiro, e durante todo ele, eles são chamados de Basterds, e não Bastards. Ou é um jeito sagaz do Tarantino usar um sotaque francês — o filme se passa praticamente todo na França ocupada pelos nazistas sujos — ou ele não sabe escrever. =D
Eles são somente 9 soldados, americanos e judeus, que têm como propósito ficar infiltrado atrás das linhas inimigas e aterrorizando os nazistas. O final do discurso do Tenente Aldo Raine, papel que será interpretado pelo Brad Pitt, quando ele está recrutando seus basterds já dá o tom da coisa:
Eu tenho um aviso a lhes fazer. Quando estiverem sob meu comando, vocês estarão em dívida. Uma dívida comigo. Todos os homens sob meu comando me devem cem escalpos de Nazis. E eu quero meus escalpos. E todos vocês vâo conseguir pra mim, cem escalpos de Nazis, retirados das cabeças de cem nazistas, ou vão morrer tentando!
A melhor parte é que eles fazem isso. Eles humilham os nazistas mortos, e os que sobrevivem, são marcados na base da faca com uma suástica em suas testas, para sempre serem lembrados como nazistas imundos que são.
Talvez o mais legal de todos os Basterds se chama Donny Donowitz, o Jew Bear. Por que ele é tão legal? Porque ele trucida nazistas imundos com um taco de baseball. O cara é lendário entre os alemães, que se pelam de medo dele. E enquanto lia, lembrei que quem vai interpretar o papel o é o Eli Roth. Aí eu fiquei tentando imaginar, e tenho que admitir que em alguns momentos consegui sim vê-lo no papel. Vai ser difícil pra ele, mas eu começo a botar fé.
Falando nisso, durante a leitura eu fui começando a dar caras aos personagens. Desde o Tenente Raine, conhecido como Aldo, o Apache, que já vejo como Brad Pitt — o papel cairá como uma luva pra ele –, até B.J Novak como o Soldado Uitivich, passando pelo Tenente Hicox, que certamente será o papel do Simon Pegg, e pela Nastassja Kinski como a atriz Bridget von Hammersmark.
Ainda não consigo imaginar alguém que possa interpretar o Coronel Landa, mas é só arrumar alguém que saiba interpretar um dos maiores FDPs dissimulados que eu já vi, que tá tudo de boa. =D
Em resumo, nesse roteiro, o Tarantino mostra do que é capaz, encaixando desde pequenas referências ao cinema francês do início do século XX até o spaghetti western de Sergio Leone.
Um roteiro que consegue ser mais interessante que Pulp Fiction (SÉRIO!) e que prova que todos os anos de espera por essa maldição valeram a pena. Com certeza, se o filme acabar sendo o que é o roteiro, o Tarantino vai conseguir calar a boca daqueles que falam que ele só fez Cães de Aluguel e Pulp Fiction que prestassem.
Agora é esperar pelo produto final, e então vibrar quando os Basterds marcarem os Nazistas na base da faca!
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