
Bom… Então quer dizer que o Cofre de São Paulo só foi aberto de madrugada, né? BEM depois de que tudo aconteceu na Av. Paulista… Ok. Mas eu acho que não dá mais dizer que somos “Lazy Viral City”. Sinceramente, o que aconteceu ontem ali naquela região foi inacreditável. O Cavaleiro das Trevas, Coringas…? Sei lá, foda-se. O que importa é que foi MUITO foda. =D
Tudo começou por volta de 13h20. Eu tava almoçando, meio apressado, pois tinha que sair pra assistir ao Homem de Ferro (o que, aliás, eu fiz! HÁ!), quando eu recebi uma ligação da Warner dizendo que eu iria receber um convite, um envelope, “você sabe do que”. Como me mudei recentemente e ainda não atualizei todos os endereços, o tal do envelope foi pro meu antigo apartamento… Pronto, não almocei mais. Liguei pra trocentas pessoas pra deixar claro que eu — no caso, a Tay — iria buscar.
Ontem eu tinha planejado fazer uma porrada de coisa — além de assistir ao filme, pensei em publicar a resenha do filme, já ontem, postar as coisas do pacote, adiantar alguma coisa pra hoje e chupeta. Por um atraso não previsto (OIBÁ!), eu só consegui mesmo postar o conteúdo do pacote. E ainda na pressa, já que eu tinha combinado com a galera as 19h44 — e cheguei aqui 19h20. YAY! =D
Well, com Tayra, a Levada da Breca, e o Renan, que começou a comer pipoca comigo mas, com a pressa, não deu nem pra por o sal, fomos em direção a Av. Paulista. Curiosamente eu subi a Frei Caneca rapidamente, tamanha era a apreensão e empolgação. Chegando ao Vão Livre do MASP me surpreendi com a quantidade de gente que estava por lá. Claro, não havia 300 palhaços, mas mais de 100 havia. Fiquei bastante feliz com isso, AINDA MAIS depois que eu percebi que BOA PARTE lia o Judão. Sério… Parece que o texto emo do Oda convocando a galera pra fazer sua parte surtiu efeito. =D
Conheci leitor pra carvalho. Não vou lembrar dos nomes de todo mundo agora mas, se eu ver a cara, sei quem é quem exatamente. Dos que eu mais conversei lembro do Raul “Pedro e Bino” Bernadelli, o cara bebendo cerveja que saiu pra assistir a Homem de Ferro no Shopping D (!), Rocco Selton Mello (?), o Gigantesco Vitor — que ajudou pra cacete –, o cara da camisa do River Plate, o de camisa branca comprida, o T(h)iago, Nelson, o magrelão com a camiseta do Lost, a Gabi e a mamãe Marcia (OIMÁ! =D), Chev, o Zé Júnior (PQP! =D), os Men in Black (que sumiram! =D), The Chosen (lembra? D’A-Arca?), o garoto magrelo do laptop e mais uma porrada de leitor. Mals aê por não lembrar os nomes, mas, sinceramente, fiquei ASSAZ feliz, especialmente pelo reconhecimento do nosso trampo que muitos fizeram questão de deixar claro… Uma coisa é o pessoal entrar todo dia, ler, comentar. Outra é te falar que o site é foda, que lê há uma era, etc, na sua cara. E ainda tiraram fotinhos comigo… CELEBRIDAAAAADE! Teve até uma louca de cabelo raspado roxo e froxo que veio me dar um abraço SÓ porque eu tava com a máscara do Palhaço. Perguntei quem ela era, se comentava aqui, pans, ela disse que ninguém importante, só queria me abraçar porque eu tava com a máscara. Devia tá trilili, não conhecia o Judão, mas tava lá Joquerizada. NICE. =D
Entre as “celebridades”, encontrei o Mario Abbade, do Almanaque Virtual; Paulo Gustavo, da revista Sci-Fi News; Marcelo Forlani, do Omelete — que me filmou! E eu falei “É NÓIS”! Que coisa de pobre; Rodolfo Braz, do Herói; Carlos Merigo, do Brainstorm#9; Fernando Froio e Lucas do Puro Pop (putz! Chamei vocês de celebridade! =D)… E mais alguns que eu sabia que conhecia, mas não sabia de onde.
ENFIM. Depois de quase duas horas de risadas e besteiras, em contagem regressiva ao vivo com a galera e com o Oda no telefone, começou a putaria.
Encontre a Esplanada Lina Bo Bardi. Lá, vire-se e encontre o prédio em pilastras (uma ordem alta, mesmo) e conte as janelas na fileira de baixo. Apenas as que você não consegue ver da rua. Guarde o número pra depois.
Legal, quase NINGUÉM sabe que a Lina Bo Bardi é a arquiteta do MASP. E pelo que disseram lá, era uma estátua e o prédio era DE fileiras, pilastras, não EM. Fácil saber que era o MASP aqui… O problema é que, pelo telefone, foi FÁCIL saber exatamente o que era dito. No “stilts”, o estagiário soletrava e a gente entendia STILFS, SPILPS, STILLS… A galera com dicionário português-inglês no celular, nada. O jeito foi partir pra segunda — ALGUÉM entenderia essa porra uma hora.
O problema é que NÃO ENTENDERAM. Não na hora. O tal primeiro número era “13″. Não sei de onde tiraram, mas todo mundo falava, com tanta convicção, que era 13. Eu devia ter me tocado que só liberariam o número de 30 minutos e aí sim rolaria a parada… Poderia ter feito as coisas TRANQÜILAMENTE. Mas não. Gordo, corri como um desgraçado — tou com dor no tornozelo até agora… O bom é que pelo menos eu emagreci. =D
Agora, vá até o jardim mas não atravesse! Vire a direita e quando você vir o L de Palmeiras, vire outra direita e encontre as bandeiras. Você verá uma piscina torta à sua esquerda… Vá lá ver. No prédio atrás de você, há várias pessoas fazendo o melhor pra se “esfriarem”. Quantas?
OLHA… Essa foi complicada. Especialmente porque a piscina torta estava à direita das bandeiras (que fica em frente ao Crowne Plaza, na rua Frei Caneca). Mas e a porra do “L of Palms”? TODO MUNDO tava procurando um L formado por Palmeiras. Só a Val que provavelmente não, já que do nada, no meio da procura ela disse “Palms PODE SER Palmeiras”. Será que ela tava esperando alguém fazendo o sinal de LOOOOOSER? =D
O tal L das palmeiras a gente só descobriu do outro lado da rua, verificando a terceira pista. É o prédio do ITAÚ, formato de L (ou melhor, de JOTA) com quatro palmeiras na Frente. A gente tava pensando que podia ser o prédio da FIESP… Ele sim é em formato de L. Mas palmeiras? Bom… =D
CHEGAMOS à piscina torta. Enquanto tentávamos entender o que o “people doing their best do stay cool” significava exatamente — imaginamos que poderia ser a galera no bar, uma estátua bizarra de duas pessoas lesco-lescando, os caras do hotel que pegam malas, sei lá — uma galera saiu correndo pra “dentro” do sei lá o que era aquilo. Ficaram olhando, olhando e ninguém resolveu NADA. Voltamos pra piscina torta, até que o Gigante Vítor percebeu o ar condicionado. Alguns contaram 47, outros 45.
Tínhamos, então, 13-47 ou 13-45.
AH, SIM, CLARO: A Val, segundo a própria, sabia que era “lá”, sempre que alguém saia correndo pra tal lugar. GERALMENTE NÃO ERA. Ou quando era, ela falava que sabia também. PORQUE NÃO DISSE ANTES ENTÃO? Que ódio. =D
Agora, desça as escadas e vire a esquerda quando você vir um coração. Você verá uma rua familiar. Daqui, você poderá espiar uma casa velha para cachorros e gatos abandonados. Me diga quantos pilares existem nos trilhos na frente do prédio…
Essa foi a mais fácil de encontrar, porque a tal da casa é famosa. O problema foi entender quais seriam os pilares… Pilar pra mim é de congreto. Contamos, portanto, 10 — pilar, grade, pilar, grade, pilar, grade… Até descobrir. O número, portanto, que tínhamos, era 13-47-10. Ou 13-x-10, porque a gente fez essa terceira antes da segunda. =D
Mas enfim. Quando agente achou o tal do coração na segunda pista, só vimos uma galera correndo que nem doida em direção ao Center 3. Já tínhamos a informação de que seria em um cinema, de acordo com o que ocorreu no resto do Mundo mas, como na Paulista há trocentos cinemas, ninguém quis arriscar nenhum exatamente. E o pior é que a Tayra disse pra tentarmos aparecer por lá… =D
Só que, nesse momento, a gente começou a perceber que a principal frase de TODO esse viral não adiantava de nada pra quem tava lá: WHY SO SERIOUS? Sério, ficou um tanto ridículo. Nem o fato de quase esmagarem o gringo que estava distribuindo as cartas e os tickets, eu jogo a culpa disso no afobamento — até porque uma fila meio organizada se formou. O problema é que muita gente começou a ter as cartas, mostrar pros outros, que se desesperaram e, bem, VIROU BRASIL. Gente gritando, querendo mostrar sabe-se lá como e porque que foram eles que descobriram e, o que eu achei mais absurdo, chegando até a AMEAÇAR a moça que também distribuia cartas e tickets. Why so Serious?
Sei lá. Eu tava lá mais pela diversão… Eu podia ter ficado parado, esperando a decisão — que uma hora saíria, bem ou mal — e ido tranqüilamente ao local. Ou então ter feito tudo com calma. Na afobação, acabamos perdendo tudo… Sei lá, talvez POR ISSO não tenhamos descoberto o número — e sim o lugar… Ou não. Talvez nossa mentalidade não seja pra coisas tão organizadas assim… Mas era só um jogo. Nada mais do que isso… Se estressar e levar a sério coisas assim é coisa de idiota. A não ser que tenha uma maldita falando que sabia de tudo, mesmo estando errado… AÍ NÃO TEM COMO NÃO SE IRRITAR. =D
Mas tudo bem. Absolutamente todos que estavam por lá conseguiram entrar no cinema. Não precisava do desespero, do stress… Ao menos, lá dentro, foi ASSAZ divertido. Esperamos um bom tempo, zoando todo mundo (Krusty, Ozzy, o Coringa que foi se perfazer na frente da tela e saiu “escurraçado” ao som de “Viadinhô! Viadinhô”)… Foi uma putaria, parecia que estávamos no terceiro colegial, último mês de aulas, sabe? =D
ATÉ QUE o Gringo Careca subiu no “palco”, em frente ao cinema e falou que, depois do que seria mostrado, uma nova parte do quebra-cabeças seria fornecida e que deveríamos permanecer lá. O silencio começou a ser feito… As luzes se apagaram. WOOOOW. =D
Eu acho que todo mundo aqui ou leu a descrição do trailer da NYCC ou viu a versão bootleg do vídeo, correto? Foi exatamente aquilo que mostraram. Do enorme, veio e gigantesco carvalho… O Coringa está FODA. Eu só acho que, cada vez mais, nada disso que estamos fazendo terá relação real com o filme — tirando o fato de ele estar sendo fodamente divulgado e esperado. Sei lá, alguém já percebeu que o Batman meio que INEXISTE? A gente tem que foder com os criminosos, ELE não. Como assim? =D
Embora tenha me divertido assaz, conhecido gentes assazes e, bem ou mal, ter ficado com uma galera que não estava tão afobada AND tentando ajudar de todas as maneiras a descobrir os números, me cansei de mais. Sei lá, SE tivesse sido num fim de semana e com dicas em português… POR MAIS que a gente saiba a língua, tem alguns trocadilhos que não são todos que sacam. E não vem com desculpa de que era pra dificultar, porque todo o resto da galera que participou FALAVA INGLÊS. A localização, no caso de ontem, seria imprescindível. Com isso, o tanto de cansaço e a espera (além de ser uma segunda-feira, o vídeo foi exibido bem mais de 23h00), talvez não tenha feito com que a gente REALMENTE se empolgasse com o vídeo. Não sei, não percebi ninguém comentando quão foda é e coisas desse tipo. Na saída, só se falava sobre o fato de ainda não terem descoberto os números, da dificuldade que foi pra quem tava lá, cansaço, outros encontros, trocas de e-mails, telefones… =D
TALVEZ, se eu tivesse ficado agoniado na frente de um PC como fiquei no dia 01 de Abril e como o Oda ficou ontem, simplesmente ver o bootleg já teria valido a pena. Ou pelo menos teria valido todo o “sofrimento”.
Agora eu tou aqui, com sono pra cacete e absolutamente tudo o que eu tinha que fazer atrasado. Por sorte eu sou meu chefe e tenho amigos, então não vai ter tanto problema.
Gostaria de agradecer a TODOS que estiveram por lá, falaram com a gente, buscaram as coisas com a gente, deram risada com a gente. Jamais esperaria tanta gente do site por lá, ainda mais falando tanta coisa legal que eu ouvi. =D
Por mais que venham dizer, São Paulo não é mais a “lazy viral city”. Não depois de tanto que a gente correu. Que venham outras bizarrices como essas. Estaremos sempre lá… A diferença é que, na próxima, eu não corro não. =D
Confira aí algumas das nossas fotos na nossa galeria! Quem tiver mais, MANDA PRA GENTE! Coloca num rapidshare, flickr, manda por e-mail… =D
