Eu não sou fã de Thor, o personagem da Marvel Comics. O acho extremamente chato. Booooring até dizer chega. Nos quadrinhos ele é “Deus” demais, sempre falando daquele jeito culto irritante. Na animação “Hulk VS. Thor”, se nem a invasão do Gigante Esmeralda acordou Odin de seu sono, imagina se deixou eu acordado?
Acho que o personagem foge demais do que eu gosto em quadrinhos — que a proximidade com a vida real. Ainda que a tal da vida real das HQs seja uma viagem completa. Mas daí a ser um alienígena que veste cueca por cima da calça, um humano que protege o universo ao lado de porcos e aquele passarinho do “que som é esse?” do Castelo Ra-Tim-Bum OU um Deus da Mitologia Nórdica que se “apaixona” pela Terra a ponto de vir pra cá fazer parte de um grupo de heróis e, enfim…
Ok que o Thor surgiu a partir de algo que já existia e é bem enraizado na cultura da humanidade e tem uma certa vantagem. Mas ainda assim.
Thor… É Thor. Thor, o filme, é exatamente o que você poderia esperar de um filme do Thor.
Não estou, porém, dizendo que o filme é chato. Tem sim aqueles momentos de se arrumar na poltrona, ajeitar o óculos 3D na face e exclamar “BITCH, PLEASE!”, mas ele não tem momentos épicos. Tem bons momentos, como algumas piadinhas como a presença de Stan Lee, “Filho de Coul” ou a personagem de Kat Dennings, ou mesmo quando ele retoma os poderes de Thor e o “Mi-ou-ni”, quando o Sentinela se fode lá em Asgard… Mas, no geral, é um filme raso, liso… É Thor.
A história você já viu nos trailers — que, aliás, eu acho que mostram demais. Thor é um moleque ávida por batalhas, guerras e, num primeiro deslize em uma “trégua”, vai tirar satisfação, contra as ordens de seu pai que, por acaso, é Odin. Irritado e ofendido, o “Pai de Todos” tira seus poderes e o bane de Asgard. Mas, nada é por acaso, e lá se vai o Mjölnir enfeitiçado para que ele seja segurado por quem “merecer”. Os dois vêm parar na Terra e, enquanto Thor se acostuma com a vida de “homem comum”, apanhando bastante, Loki dá seus pulos pra conseguir o trono de Asgard, sem crepúsculo algum.

E, apesar das possibilidades, como a treta entre Thor e Loki, ou a tal da “guerra” iniciada, o filme não é recheado de awesomeness, de momentos “de explodir cabeças”, de falar que tal cena valeu o ingresso. Ele tem um ritmo desde o início e segue assim até seu final. Tudo com uma certa “altivez”, típica do Thor, personagem e história. E eu digo isso com pesar, porque eu tava de coração aberto. Eu também não era fã do Homem de Ferro até sair o filme… :P
O único respiro é, mesmo, enquanto ele é um homem comum e começa a “fazer parte” desse mundo. É uma transição um pouco rápida demais, ao meu ver, mas ele se torna um personagem realmente interessante — Chris Hemsworth está bem no personagem, em suas “três fases”. Pena que dura pouco. Pelo menos nesse filme. ;)
AGORA, se existir por aí fanboy do Thor, é bem provável que ele de fato endoide com tudo isso. Com cada raio e trovão, com o ódio do Loki, com o Mjölnir voando de volta às mãos de Thor. Mas… Vamos ver no que dá isso tudo. Capitão América vem aí e, como diz a frase que aparece imediatamente antes da cena pós-créditos (NÃO SAIA DO CINEMA! SE CORTAREM, EXIJA DINHEIRO DE VOLTA!), “Thor retorna em Os Vingadores”.
Espero ansiosamente.
