quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Luke, I’m Your Writer #00


Nova coluna estreando no Judão, por Gabriel Louback!

Gabriel Louback
JUDAO.com.br

Luke, I'm your Writer
A ideia inicial de escrever para o Judão era sobre um nerd na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas acontece que há duas coisas: 1) eu não sou nerd e 2) não estava a fim de assistir nada da Mostra. Calma, que essa é uma técnica de prender a sua atenção, afirmando duas coisas que podem polemizar. Então vamos lá.

Eu sou nerd, claro. Mas não do jeito que as pessoas estereotiparam os CDFs. Gosto de Lanterna Verde, X-Men, Star Wars e De Volta para o Futuro. Mas também gosto de Wong Kar-Wai, Pearl Jam e Monet. Tenho toda uma teoria sobre o gostar das coisas, sobre colocar as pessoas em categorias pré-determinadas, mas vou te poupar. O fato é que há algum tempo passei a quebrar certos paradigmas e pude tirar proveito de mais coisas. Não jogo RPG e por isso não sou CDF? Gosto do diretor Jean Paul Civeyrac e por isso sou cabeçudo? Sei pelo menos cinco versões diferentes da morte de Thomas e Martha Wayne, por isso sou nerd? Acho o Nirvana sensacional e isso faz de mim um grunge? Que seja. Pode me colocar a tag que quiser. Vou continuar curtindo cada uma dessas coisas, sem precisar defender uma ideologia específica, baseada em coisas tão banais e divertidas como música, HQ e filmes.

Essa foi a primeira vez em três anos que não trabalhei na Mostra ou em algo relacionado a ela. Por isso não queria assistir a nenhum filme da Mostra. Era muito agito e só queria assistir um filme em paz. O único que assisti foi durante a Mostra, Bastardos Inglórios. Em 2007, fiz assessoria do evento, ocasião em que ‘conheci’ o Borbs. Até então, só sabia o nome que assinava os textos do Judão. Por isso, o lobby que fiz, para que a equipe desse estimado site ganhasse credenciais, foi justamente por achar que mereciam. Ouvi algumas chacotas, mas sempre mantive minha opinião. O motivo: leia o parágrafo anterior. Simplesmente segui a lógica: se eu era leitor do Judão e via filmes da Mostra [não só os blockbusters, mas os ‘cabeçudos’ também], a probabilidade de existir mais pessoas nessa condição era grande. Nesse ano, uma das pessoas que já trabalhou comigo mandou-me um email, com o release da MTV anunciando a parceria com o Judão. O email: “Você tinha razão. Eles venceramâ€.

‘Eles’ não, cara-pálida. Nós. E não nós, os nerds, apenas. Pegue Rock Band dos Beatles, por exemplo. São dois mundos que ‘colidem’. Repare na ascensão e reconhecimento de filmes como Spider-Man, X-Men e afins. Até as moças que praticam yoga ‘venceram’, já que há jogos específicos para a prática, no Wii. Acho que o caminho da ‘vitória’ segue lado a lado a trajetória do avanço tecnológico nos últimos anos. Quando o mundo deixou de olhar para Bill Gates como estereótipo de nerd e passou a ter Steve Jobs como seu símbolo, começamos a trilhar a vitória. E pelamor, sem essa de entrar na pendenga Microsoft x Apple e defender seu sistema operacional, dizendo que o verdadeiro geek-nerd-CDF usa é Linux. O Bill Gates só tem cara de bobo e a palavra ‘geek’ sempre foi associada a isso, a alguém meio bobo, meio estranho [assim como ‘punk’, para arruaceiro].

Liberte-se das categorias em que te colocaram. Aceite que alguém ‘nerd’ nunca tenha lido Dark Knight, Watchmen ou Akira. Assista comédias românticas com sua guria, para dar risada e vê-la sorrir. Vá para praia sem iPod [ou celular!]. Viaje para algum lugar que não tenha energia elétrica e aprenda a montar uma barraca. Só não faça algo porque alguém esperou que você fizesse. Que a Força esteja com você.

Comentários
Já são 28 sobre esse post -- até agora

  uther

belo texto, precisa-se de gente menos idiota no site há mto tempo, menos “saiuofilmedenossasvidaspqfazrelaçãode8seriadose2hqs”
menos nerdISTA, mas não necessariamente menos nerdcore.
tá mto rotulado o judão, tá chato de ler, e vi luz na sua coluna.
boa sorte, espero coisas boas daqui

18 de novembro de 2009 às 16h03
  Pedro Beck

Sensacional!
Coluna mais do que merecida.
Vida longa e parabéns!
Grande abraço,
Beck

18 de novembro de 2009 às 16h09
  Pedro Beck

E TRABALHAR NA MOSTRA É COISA DE VAGABUNDO! NÃO DE NERD! :D

Arrasa, Gabriel!

18 de novembro de 2009 às 16h10
  Odin

Hã?!

18 de novembro de 2009 às 16h18
  Felipe Serafim

ZZZZzzzzzzZZZZZZZzzzz!

BORING!!!!

18 de novembro de 2009 às 16h44
  Morph

belo texto, precisa-se de gente menos idiota no site há mto tempo[2]

18 de novembro de 2009 às 17h00
  jaquelunatica

“Só não faça algo porque alguém esperou que você fizesse” Muito foda isso hein??? Meus parabéns Gabriel!!!

18 de novembro de 2009 às 17h19
  zieg

Cmg sempre chegou a ser assim tbm,até q enfim eu não sou o único com uma sábia opinião como essa =D.

18 de novembro de 2009 às 18h10
  Rafa Peres

Parabens, velhinho!
Mandou bem no texto!

Abss

18 de novembro de 2009 às 18h26
  Lucas Rodrigues

Massa vei, gostei do texto por achar que sou bem parecido com isso. Não é necessário você se encaixar em algum perfil já esquematizado. Goste do que quiser, faça o que quiser e não esqueça de viver de verdade!

18 de novembro de 2009 às 18h38
  Oda

belo texto, precisa-se de gente menos idiota no site há mto tempo[3]

18 de novembro de 2009 às 18h52
  Renatinha

Louback, você é o fera da galera :)

Beijo grande, Repolha.

18 de novembro de 2009 às 20h01
  Gii

Concordo. Hoje em dia o problema das pessoas é estereotipar tudo. Você não pode gostar de trezentas coisas diferentes porque as pessoas vão lá e dizem que você gosta de chamar a atenção. Não pode gostar de impressionismo, mangá, punk rock e Beatles ao mesmo tempo. Se não alguém vai lá e diz que você é uma coisa ou outra. E se não for nada?

18 de novembro de 2009 às 20h48
  Leandro Ramos

De boa na lagoa.
É muito bom ver um site como o Judão evoluir e crescer.
Parabéns! :D
Excelente matéria e texto perfeito!

18 de novembro de 2009 às 23h44
  Edu Azghaniel

Cara, post fantástico! Assino em baixo de tudo isso!

19 de novembro de 2009 às 0h08
  andrey

Nunca tinha comentado no Judão antes e esse texto me deu vontade de comentar.

Cara parabéns, texto muito foda.

No final eu só tinha um sorriso estampado na cara, pensando: “É, nós vencemos.”

Sucesso pra você.

19 de novembro de 2009 às 0h08
  Enri

Sendo leitor do blog do Jubão annnd idiota, não gostei dos comentarios. Humpf….

19 de novembro de 2009 às 1h10
  Wilerson

Agora que falou de 5 versões diferentes da morte de Thomas e Martha Wayne, pode enumerar.

19 de novembro de 2009 às 7h30
  edu

Agora que falou de 5 versões diferentes da morte de Thomas e Martha Wayne, pode enumerar. [2]

19 de novembro de 2009 às 9h58
  Gabriel Louback

ahahahaha! foi liberdade poética, pô! :P
[depois de escrever o email, fiquei pensando se havia 5 versões diferentes mesmo... rs]

19 de novembro de 2009 às 11h13
  Aminaw

Ótimo texto cara. Parabéns.

19 de novembro de 2009 às 13h41
  Borbs

belo texto, precisa-se de gente menos idiota no site há mto tempo[4]

19 de novembro de 2009 às 14h30
  MrVallence

Gostei do texto, e por conseguinte do autor do mesmo.
Provávelmente essa coluna vai ser boa.
Boa sorte Gabriel.

E yeah NÓS VENCEMOS !!!

19 de novembro de 2009 às 14h33
  Andre Matt

não entendi exatamente qual o tema da coluna, mas achei a ideia do texto válida.

se é pra quebrar paradigmas, QUEBRE-OS.

20 de novembro de 2009 às 14h47
  Gabriel Louback

andre matt: acho que a ideia da coluna é justamente não ter um tema definido. ehehe. a gente fala de nada e fala de tudo. ;)

andrey: sucesso a todos nós! e que bom que o texto inspirou-o a comentar… também não costumo comentar mto. ehehehe.

pedro beck: trabalhar é coisa de nerd sim! nerd profissional e remunerado! :D

20 de novembro de 2009 às 20h03
  anarina

o gabo é craque em falar de nada e de tudo =)

20 de novembro de 2009 às 20h10
  Juliana R. Gouveia

Belo texto e boa sorte nesta nova empreitada Gabriel.
Leio o Judão há algum tempo, comento às vezes, mas nada fixo.
Uma coluna “pra falar de nada e tudo” talvez fosse o que o Judão precisava pra fugir um pouco da coisa toda de HQ, filmes, séries, games, música e por aí vai.
Também não gosto de rótulos, mas se fosse pra por um em mim mesma diria que dentro da capa de garota que usa lápis, blush, gloss e óculos de grau de armação roxa vive uma tal nerd que sorri por gostar do que gosta, e o melhor, sem medo.

=D

21 de novembro de 2009 às 14h29
  luzzer

Quêm lê esse cudojudas aqui é praticamente… IDIOTA!

23 de novembro de 2009 às 15h07
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