Você já teve a oportunidade de jogar algum desses LEGO alguma coisa? Batman, Star Wars, Harry Potter? Passamos horas montando resolvendo puzzles, montando estruturas de LEGO apertando apenas um botão e vendo a história dos filmes, ou o que for, através de bonequinhos de LEGO, que são todos desengonçados, infantis, mas divertidos.
LEGO Pirates of the Caribbean: The Videogame (PS3, Xbox 360, Wii, PC, PSP, DS, 3DS) não é absolutamente nada diferente disso. O jogo começa em “A Maldição do Pérola Negra”, o primeiro filme, e vai indo através dos outros três — “O Baú da Morte”, “No Fim do Mundo” e o mais recente, que estreia essa semana, “Navegando em Águas Misteriosas”.
- Piratas do Caribe: Navegar por águas misteriosas foi a melhor coisa que poderia ter acontecido
Jack Sparrow volta a ser o Jack Sparrow que a gente conhecia. E o simples fato de a gostosa ser Penélope Cruz e não Keira Knightley já diz MUITO. :D
Leia também!
Eu gosto desses jogos que nos coloca no meio de uma história já conhecida, como por exemplo O Poderoso Chefão. A diferença é que, nesses LEGOs, a gente não exatamente faz parte da história. Ela vai ser contada de qualquer maneira, nosso trabalho é, basicamente, resolver puzzles. Vai pra cá, pra lá, pega item, coloca ali, resolve, parte pra próxima, até o fim do capítulo — que o libera para o “Free Play”, onde você pode encontrar itens escondidos, enfim.
Os outros “LEGOs” que eu joguei, o fiz no Wii, e o controle com sensor de movimento me parecia perfeito pra tudo — não só pra coisas como mirar e atirar, mas também porque é possível abrir os braços e ficar mais confortável na poltrona. Testei o jogo na versão do PS3 e senti algumas dificuldades BEM grandes.
Não sei se eu achava que seria extremamente fácil por ser um jogo de LEGO, da Disney, mas eu tive de apurar bastante meus movimentos pra fazer miras ou pegar/colocar objetos num lugar. Essas — e algumas outras funções — dividem os mesmos quatro botões do controle e se você não está no lugar mais exato possível, na posição mais exata possível, fica lá penando pra conseguir fazer o certo. Na primeira sequência, quando o Will encontra Jack Sparrow no celeiro, foi COMPLICADÍSSIMO eu fazer tudo o que precisava fazer pra sair da lá. Claro, afinei depois os movimentos e dali pra frente foi tudo mais liso, mas… Né? :)
Falando em Jack Sparrow, a sua versão LEGO é sensacional — como, verdade seja dita, as versões LEGO de todos os outros personagens existentes. O jeito que ele anda, algumas das suas expressões… Sinto falta de falas, sempre senti com os jogos dessa “franquia”, mas fica claro que se os LEGOs falassem, booooa parte da graça dos jogos iria embora.
Pra quem passa horas brincando com jogos casuais na internet, gosta de puzzle e é fã da franquia Piratas do Caribe, LEGO Pirates of the Caribbean é um jogo legal. Uma outra maneira de ver a saga de Jack Sparrow, uma outra maneira de ver os personagens, tudo muito mais bonitinho, divertido. As telas de loading ajudam a contar parte da história (até pra não demorar tanto) com “fantoches” e essa é, provavelmente, a melhor coisa do jogo. :D
Eu, infelizmente, não consigo passar muito tempo jogando esses LEGOs. É repetitivo, não apresenta novos desafios em nenhum momento. No máximo você descobre uma novidade num momento e a usa por um bom tempo, combinando, até que chegue um novo item e assim vai. É bastante cansativo, se você gosta de mais movimento na tela.
Mas, uma coisa é certa: esse jogo é bem melhor que um outro que saiu, na época do segundo filme. :D
