sexta-feira, 6 de novembro de 2009 | Atualizado em 06.11.09 às 16h17

Saw – The Videogame


Adaptação cai no erro da repetição

GamerView
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Saw
SAW (Jogos Mortais) é um filme que redefiniu o terror. E também uma franquia milionária e de sucesso internacional. A adaptação para os videogames demorou seis filmes para acontecer. Com o sexto episódio aterrorizando nos cinemas em pleno Halloween, nada mais justo que um jogo lançado no mesmo período. Produzido pela Zombie Studios (de America’s Army), game faz juz ao legado de Jigsaw, mas peca em elementos cruciais.

SAW é um jogo de ação em terceira-pessoa com um toque de survival horror. A história se desenrola no Manicômio Whitehurst, onde o detetive David Tapp foi aprisionado para passar por testes de sobrevivência relacionados à sua obsessão em prender Jigsaw. Tapp, interpretado por Danny Glover no primeiro filme, não morreu. Após tomar um tiro no peito, ele é tratado às pressas e levado ao manicômio. O porquê disso eu não irei revelar…

O game começa com Tapp preso em um banheiro, com a famosa armadilha de urso ao contrário preso em sua mandíbula. Surge a imagem do boneco Jigsaw em uma tv e está lançado o desafio: retirar a armadilha antes do tempo acabar. Um começo fenomenal, que passa com precisão o desespero de querer salvar a própria vida. Feito isso, você deve descobrir o código para abrir o cadeado que tranca a porta do banheiro. Assim começa a aventura, repleta de muita exploração, armadilhas e personagens secundários.

A idéia de colocar o jogador em um manicômio é interessante. Conforme você avança, é possível encontrar anotações sobre o processo de tratamento de Jigsaw. Mais interessante ainda é perceber que ele escolheu o mesmo local como palco de seu teatro da morte. Outros personagens surgem ao longo da jogatina, alguns apenas para morrer. Neste quesito, as cutscenes são realmente chocantes, fazendo uso da mesma linguagem dos filmes – com flashes rápidos, mostrando vários ângulos e em velocidade acelerada.

Os outros prisioneiros virão te atacar para conseguir uma chave que está dentro de você. Esta é a missão de Jigsaw para eles, criando certo desafio durante a exploração. Para se defender, você pode sair no soco ou usar faca, taco de baseball, cano de ferro, revolver, entre outras armas. Porém a quantidade destes itens é tão grande que não há com o que se preocupar. Inclusive os itens de energia são numerosos além do necessário. E o combate é tão ruim que é possível derrubar TODOS os inimigos apenas no soco.

Como não poderia faltar, há armadilhas por todos os lados. Quando a Konami anunciou que James Wan e Leigh Whannell – os criadores do primeiro filme – estariam envolvidos no roteiro e criação de novas armadilhas para o jogo, eu logo fiquei animado. Mas, infelizmente, o game apresenta poucas armadilhas inéditas. Entre as armadilhas comuns estão bombas armadas em portas e fios ligados ao gatilho de uma espingarda. Você pode desarmá-las e usá-las contra seus adversários, evitando perder tempo no combate corpo-a-corpo. A maioria são adaptadas dos filmes, como o colar explosivo (Jogos Mortais III) e as seringas (Jogos Mortais II), que no game estão em vasos sanitários.

No início é tudo interessante. Uns 30 minutos depois, você notará que o jogo se resume à exploração exaustiva e quebra-cabeças repetitivos: destravar coisas, ligar a força, descobrir números ou frases olhando pelo cenário, montar engrenagens, ou fazer ligações de canos. É só isso. Apenas em alguns momentos chave, como a aparição da Amanda Young, que o game revela armadilhas originais conectadas à quebra-cabeças mais difíceis. Fora estes poucos momentos, é tudo teco-repeteco.

Visualmente, SAW é competente. Peca em algumas coisas, como a modelagem do rosto dos personagens, mas apresenta cenários bem produzidos. Mas isso só porque a Zombie Studios usou a famosa Unreal Engine 3 (de Gears of War) na produção do jogo. A trilha sonora ajuda a criar o clima de terror, mas a sua variedade é limitada. Se não fosse pela voz de John Kramer (o Jigsaw), dublada pelo ator Tobin Bell, o game não seria o mesmo. Suas frases são sempre amedrontadoras.

SAW tinha tudo para ser um ótimo game. Bastava ter maior variedade de armadilhas e não se limitar à repetição de apenas seis tipos de quebra-cabeça. É triste ver interações medíocres como enfiar a mão no ácido ou num vaso sanitário cheio de seringas apenas para gastar sua energia até pegar uma chave. Eu gosto muito da franquia e esperava algo melhor. Mas SAW vai precisar de uma continuação para se recuperar do sangue derramado à toa.

Prós
- Revelações sobre Jigsaw
- Algumas armadilhas novas
- Cutscenes com muito sangue
- Dois finais diferentes

Contras
- Combates de péssima qualidade
- Repetição de armadilhas e quebra-cabeças
- Quantidade de itens além do necessário
- Poucas músicas de ambientação

Comentários
Já são 5 sobre esse post -- até agora

  alexandre

ancioso pela crítica de jogos mortais vi”!
conferirei o jogo
;)

6 de novembro de 2009 às 15h59
  Edu

Concordo plenamente com o review, o jogo poderia ter sido bem melhor se fosse mais criativo e menos repetitivo, mas não deixa de ser uma adaptação fiel. Hj tem o jogos mortais 6, aeeeee \o/ to indo pro cinema hj à noite

6 de novembro de 2009 às 16h39
  Jogos Mortais VI | JUDÃO

[...] Saw – The Videogame [...]

7 de novembro de 2009 às 0h25
  leonardo

Bom, é uma ideia bacana, mas pelo visto, mal aproveitada. Seria interessante um jogo em primeira pessoa, mas que você pudesse se movimentar e olhar bem ao redor(Como em Mirror’s Edge), isso colocaria VOCÊ na tela…

7 de novembro de 2009 às 17h52
  Felipe

O jogo e bacana.
Por ser um jogo baseado em filme e um otimo jogo. Consegue transferir o clima do filme para o jogo.
Correr com o colar de outra pessoa com o colar tambem é emocionante. Se ele chegar perto demais…BUMMMMM

9 de novembro de 2009 às 10h38
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