Há quase um ano, durante a E3, a Nintendo anunciou um tal de Wii Fit. Eu, na época, entendi que se tratava da “versão eletrônica e interativa daqueles vídeos de ginástica”, com mais de 40 atividades divididas em Aeróbica, Musculação, Yoga e Equilíbrio.

Com todas as imagens, vídeos e informações que passaram a ser divulgadas nesse tempo, eu passei a querer tê-lo, mas sem entender muito bem os motivos. Tá, é legal, você faz exercícios… Mas e aí?

Bom, hoje a Nintendo reuniu a imprensa e uma porrada de gente séria (!) aqui em São Paulo para apresentar o brinquedo, que também está sendo lançado oficialmente nesta terça no Brasil e, depois de uma longa apresentação feita por Bill Van Zyll, diretor e gerente geral da Nintendo para a América Latina e Rafael Gómez, representante da Latamel Inc. no Brasil — essa com participação de Emy, da Latamel do Panamá, que, pesquisando, percebi que está demonstrando o produto em toda a América Latina. Ela é a cobaia. =D

Como eu já sabia que a Nintendo é líder de vendas, que o Wii revolucionou tudo e etc, etc, e etc, bocejei assaz na primeira parte da apresentação, com o Bill. Depois, foi a vez do Rafael e Emy MOSTRAREM o Wii Fit. Ele falando, ela em cima do Balance Board, fazendo exercícios. Legal, divertidão (tomar sapatada enquanto tenta cabecear bola RULEZ), mas… E aí?

Bom, a resposta não demorou pra vir. Numa outra sala, cheia de Balance Boards e, especialmente, Nintendo Girls, eu ENTENDI o que é aquilo e passei a concordar com o que disseram antes, no meio dos bocejos: Wii Fit não é um jogo, é uma experiência.

Uma Nintendo Girl loira, de olhos verdes e assaz divertidona, me deu um par de meias (que mal chegou ao calcanhar! =D) e foi me indicando o que era mais legal pra se testar. Fiz quatro exercícios: o aquecimento, tal de posição do Guerreiro (de Yoga), um outro que eu não lembro o nome mas eu tinha que ficar levantando o joelho e esticando uma perna, enquanto me equilibrava na outra, bambolê (REBOOOOLA ORDINÁRIA!), e um slalon, de Ski — definido pela moça como “a parte divertida”.

Foi ridículo um ogro como eu, que ainda tem pé chato, tentar se equilibrar. A menina serviu de ombro, mas eu fiquei um pouco receoso de quebrá-la, cair em cima… Seria melhor, se fosse o caso, pagar o mico sozinho. Mas até que eu fui bem… Ou a menina disse isso só pra me animar. Ela conhece bem os Nerds. =D

Nas demonstrações feitas pela Emy e no pouco que eu pude experimentar, pude perceber que todo o jogo é baseado no seu equilíbrio, na centralização do peso do corpo. Exercício MESMO você faz pouco. É tudo zen, é tudo meio “tai-chi-chuan”, embora eu não saiba direito o que é isso, tirando o fato de ser aquilo que os chineses fazem em praça pública todo dia de manhã.

Ao tentar manter o peso do meu corpo no lugar indicado em todos os “jogos” que eu joguei, não posso dizer que cansei. Mas o meu corpo sedentário já começou a sentir os efeitos… Muito provavelmente eu conseguiria emagrecer, se seguisse os planos do Wii Fit, que calcula seu índice de massa corporal baseado na altura e idade — o peso ele descobre, não tem como fugir. =]

Não tive tempo pra ver quão legal é o fator “competição”, nem mesmo de testar outros dos 40 jogos — portanto, não posso analisar nada nesse sentido. Mas como experiência, Wii Fit é impressionante. Talvez a segunda melhor coisa que a Nintendo fez pro Wii, depois do próprio. Claro, como quase tudo que sai pro console branquinho, é bastante específico. Mas também não adianta vir com preconceito porque, repito, Wii Fit não é um jogo. Você pode ser aquele jogador hardcore que não deixa ninguém vivo em partidas multiplayer e ter o Wii Fit pra fazer uns exercícios às vezes. Nesse ponto, o Wii Fit pode ser a coisa mais popular para o já popularíssimo Wii. =]

Eu pretendo comprar o meu — no evento apenas um foi sorteado e, óbvio, eu não ganhei — em breve. O preço sugerido nas revendedoras oficiais é de R$549. Por incrível que pareça, e SABENDO COMO É O MERCADO POR AQUI, não achei assim tão caro. O preço (oficial, já que eu encontrei mais caro) nos EUA é US$89.99, mas se você pensa que pode ter uma mini-academia em casa, por 550, vá lá. O problema é saber onde o produto está sendo vendido… Procurei em quase todas as lojas online que conheço e nenhuma está vendendo ainda. O Submarino provavelmente nem vai. O lançamento não era hoje?

Enfim, só pra terminar e resumir: se você tiver interesse num apetrecho desse tipo, que foge completamente do escopo de “videogame” e também a oportunidade, compre-o. Judão RECOMENDA!