A editora Barba Negra divulgou nesta semana os resultados do Primeiro Prêmio Barba Negra Rio Comicon de Quadrinhos Brasileiros. O prêmio acontece em parceria com a editora LeYa, com a qual a Barba Negra publica as suas HQs. No total, foram 402 trabalhos inscritos de 672 participantes, o que deu mais de 12 mil páginas de roteiros e 1,6 mil outras páginas finalizadas. Haja trabalho para avaliar tudo isso!

Sem mais enrolação, os vencedores, retirados do site da editora:

1. A Desistência do Azul, de Leandro Mellite Moraes (SP)

2. A Volta do Umbigo, de Diego Aguiar Vieira (RJ) e Antonio Eder Semião (PR)

3. Achados e Perdidos, de Eduardo Damasceno (MG) e Luíz Felipe Garrocho (MG)

4. Aparecida Blues, de Biu (DF) e Stêvz (RJ)

5. As Crônicas Bizarras do Absurdyum, Galvão (SC)

6. Barato 66, de Bruno Azevêdo (MA) e Luciano Irrthum (MG)

7. Bola Fora, Paulo Gerloff (Sc), Pablo Mayer (SC) e Diogo Cezar Correia (PR)

8. Duas Luas, André Diniz Fernandes (SP)

9. Estudante de Medicina, de Cynthia Bonacossa (RJ)

10. Marcus, o Menino Vermelho de Marte, de Nestablo Ramos (DF)

11. O Pássaro da Boa Hora, Plínio Fuentes (RJ)

12. Salalé, de Heitor Yida de Araujo Lima (SP) e Mateus Acioli Siqueira Aguiar (SP)

13. Severino, de Eloar Guazzelli (SP)

14. ST Bastard, de Leonardo Martinelli (MG) e Raphael Salimena (MG)

15. 2112, de Brão (SP) e Cabelo (SP) e Daniel Araújo (SP)

16. Imaginário Coletivo, de Wesley Rodrigues (RS)

Porém, o site Universo HQ levanta uma polêmica: As Crônicas Bizarras do Absurdyum, do Galvão, já foi publicado no exterior, mais precisamente na Itália, em 2010, algo que fere o regulamento da premiação. No próprio site do prêmio fica claro que, para participar, a graphic novel deve ser inédita e, por isso, não pode ter sido publicada parcialmente ou em sua totalidade, em qualquer mídia.

O próprio UHQ, por meio do editor Sidney Gusman, entrou em contato com o Sandro Lobo, editor da Barba Negra, que explicou que o regulamento não foi tão claro, que valem sim obras publicadas em outros países, mas inéditas no Brasil. Porém, Lobo deixou a decisão de excluir ou não o finalista para os jurados. Confira o que ele disse:

“Não acredito que a obra deva ser desclassificada por uma falha do regulamento. Gosto de pensar que o objetivo de um concurso como este seja valorizar o quadrinho e o autor nacional. A obra foi produzida por um artista brasileiro e nunca foi publicada aqui, não vejo por que não concorrer. De qualquer modo, quem definirá a validade da história é o júri, composto por quatro personalidades do mercado; e a decisão deles sobre o caso será soberana.”

Caso o trabalho de Galvão fique de fora, não será substituído por outro, deixando um total de 15 finalistas. A Barba Negra ainda não divulgou a data no qual será escolhido o vencedor, que terá a obra publicada, receberá um prêmio de R$ 20 mil (referente ao adiantamento dos direitos autorais), um contrato com a editora e uma exposição na Rio Comicon 2011. Os demais vencedores levam R$ 5 mil.