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Depois de quase dez meses de hiato, estamos aqui com o retorno triunfal desta coluna. Novamente. De novo. Nesse tempo todo eu praticamente não tive sossego, pois minha legião de fãs ensandecidos jamais se esqueceu do mais célebre antro de kibagem e falação de merda do Judão, fazendo com que eu me levantasse de meu repouso para voltar a escrever esta joça.

Não quero parecer exagerado, mas acho que pelo menos umas sete pessoas clamaram pelo meu retorno. Se eu monetizar isso aqui, acho que já dá pra amarrar meu burro… MAS NÃO O FAREI! Segundo eu aprendi com os milenares trolls, se vender é muito feio. E se há uma coisa que eu não quero fazer em minha vida é trair o movimento.

Assim como todas as pessoas realmente espertas que se deram bem em toda a história, devemos fazer tudo como hobby, apenas por diversão. Jamais evoluir é a chave. Permanecer fazendo tudo exatamente da mesma maneira que se fazia é o segredo para uma vida feliz, não-declarante e saudável. Vejam o Michael, por exemplo. Foi só se vender para a Pepsi e até fogo pegou.

Aliás, até o momento em que eu escrevi isto aqui, ainda não tinha definido o tema desta coluna. Só abri o Word e fiquei digitando palavras. Mas acho que achei. Assim sendo, aproveitando o ensejo desse lero-lero inicial sobre idiotas e hobbies, vamos juntar nossas mãozinhas (\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/, aksokopaksopkasopkasolololrsrsrsr) e refletir um pouco mais sobre o tema de hoje:

MANEIRAS IDIOTAS DE SE DIVERTIR

Antes de continuar, vamos definir semanticamente o significado da bagaça. Segundo o Michaelis:

    di.ver.são
    sf (lat diversione) 1 Ato ou efeito de divertir. 2 Distração, passatempo, recreio. 3 Ato de voltar para uma e outra parte. 4 Desvio. 5 Digressão. 6 Desvio do espírito para coisas diferentes das que o preocupam. 7 Desvio da atenção do assunto em que está concentrada. 8 Aquilo que desvia o espírito das coisas que o preocupam ou a atenção do assunto em que está concentrada. 9 Mil Operação ou manobra que tem por fim desviar a atenção do inimigo do ponto que se pretende ocupar.

Ou seja, divertir-se pode significar um bom relax, OU o ato de pegar uma tropa inimiga de calças arriadas, o que, convenhamos, deve ser bem divertido. ENFIM. Os senhores notarão ao longo da coluna que eu ignorarei solenemente pelo menos metade dos significados que a palavra possui em detrimento daquele mínimo de conectividade de idéias que se espera de um texto. Aliás, a própria exposição da definição do termo ali em cima beira o desnecessário, e não tem outro propósito que não seja tentar desesperadamente dar a isso tudo um ar de “oi, eu escrevo a ARRÉgua, mas não sou retardado, tá? Bejos”. Pensado bem, foda-se, pois a maioria vai direto ver as figuras e assistir aos vídeos, e quem leu até aqui provavelmente não é muito bom da cabeça e não vai dar a mínima, anyway. Vamos aos exemplos.

Gloucestershire Cheese Rolling

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Você já deve ter ouvido falar da popularmente conhecida “Corrida do Queijo”, que dá o ar da graça um diversas reportagens toda santa vez que acontece. Ano passado, inclusive, contou com a presença de Vesgo & Silvio, que acompanharam de perto centenas de pessoas amontoadas em uma colina assistindo outras dezenas correrem atrás de um… QUEIJO.

Como surgiu? Sabe-se lá o porquê, mas num belo dia há uma porrada de anos atrás, um ilustre senhor britânico subia calmamente o Cooper’s Hill, em Gloucestershire, na Inglaterra, com um queijo debaixo do braço. Outros distintos lordes o seguiam de perto. Chegando ao topo, o senhor ajeitou seu monóculo, puxou seu relógio de bolso pela lustrosa corrente de prata para conferir se ainda não era chegada a hora do chá das cinco. Tendo feito as devidas checagens, assim que o nobre Sir liberou o redondo lá em cima do barranco (!), os seguidores…

[PAUSA]
Aliás, acabei de fazer uma acc no Twitter: /rolling_cheese. Vamos ver quantos ingleses bem gactos começarão a me seguir ladeira abaixo até o final desta semana.
[/DESPAUSA]

…os seguidores fizeram o que qualquer pessoa civilizada, habitante bem nutrido de um dos mais notáveis países do primeiro mundo, faria: Correram desembestadamente, se acotovelando, caindo epicamente e fraturando um ou dois membros no processo. Assim nasce a tradição centenária:

O que eu ganho com isso? É, amigo. A competição é tão foda que rola até premiação. Existem cinco categorias. Quatro de uphill (meninos até 12 anos/meninas até 12 anos/homens/mulheres) e a mais célebre de todas: a downhill cheese racing, que possui cinco etapas – uma delas feminina. O primeiro colocado fica com o queijo, enquanto os 2ºs e 3ºs ficam com prêmios que variam de 5 a 10 libras. Sério. Da quarta colocação em diante, o competidor pode ganhar no máximo algumas placas de titânio em lugares estratégicos.

A próxima corrida acontece no dia 31/05/2010, ao meio-dia do horário local. A inscrição custa 5£. Não perdão!

A corrida dos touros de Pamplona

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Essa aqui me veio à mente depois da última edição, onde mais um idiota pereceu. Acho que não estou sozinho quando digo que em touradas sempre torço para o chifrudo. O que não usa trajes ridículos. Mas quando falamos deste tão incrível passatempo que acontece nos festejos de São Firmino, acho que vou até mais além: Eu gostaria que fossem touros blindados velocistas mutantes com lasers. Enquanto nas touradas torço pelo bicho pela simples esperança que um dia ainda apareça em alguma arena um touro espadachim, na corrida de Pamplona meu desejo de sanguinolência se trata apenas do mais profundo desprezo pela imbecilidade humana.

Ao contrário dos ingleses, que podem levar pelo menos um queijo no final da brincadeira, na Espanha, os caras que participam disso aqui não ganham nem uma porra de um pirulito. As festas de São Firmino começaram no século XIII, e essa brincadeirinho saudável do pisoteamento em massa por bovinos surgiu pela necessidade de conduzir os quadrúpedes do local onde eles ficavam guardadinhos até a Plaza del Toros, onde rolam touradas. Eis um mapa do percurso, de aproximadamente 825 metros:

mapa

Se você ampliar a imagem, verá um idiota sendo pisoteado até a morte na curva 4.

Até me desce goela abaixo a idéia de antigamente – antes do advento do transporte automotivo de cargas vivas – o deslocamento só seria possível na base do sebo nas canelas. Ou chifre nas canelas, como mostra o banner ali em cima. Até acho que o civilizado povo espanhol, APESAR de achar aquelas porras de castanholas realmente legais, teria bom senso para realizar esse procedimento de maneira mais eficaz. Mas a minha teoria é que um argentino disfarçou seu sotaque sul-americano e sussurrou no ouvido da pessoa certa:

    -Hey, cabrón! En el seculo tresse no existian caminhones. Vamos continuar corriendo!

Explicaria muita coisa, eu diria.

La Tomatina

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Continuamos na Espanha, agora em Buñol. Devo confessar que desse evento eu até sinto vontade de participar. Continua sendo um divertimento idiota? Sim, claro, afinal de contas chafurdar em toneladas de tomate não é considerado um grande feito em pelo menos 88% das culturas deste planeta. Mas vamos admitir que escrever isso aqui também.

Origem: Segundo esse site, a origem da Tomatina é incerta. Mas acredita-se que por volta de 1945, num festival Gigantes y Cabezudos, o que eu imagino que deva ser uma variação daqueles bonecões de Olinda, um grupo de panacas derrubou um dos bonecos, uma coisa leva a outra, pegaram um punhado de tomates de uma banca ali das proximidades e começaram a atirar em tudo o que se movia até a polícia aparecer. No ano seguinte eles voltaram com seus prórpios tomates e iniciaram outra luta.

Em resumo, uma festa criada por idiotas, para idiotas.

MAS além de não causar danos irreversíveis à saúde, a Tomatina costuma ser recheada de moçoilas européias devidamente besuntadas em molho. Great success! Não que o apetite de uma pessoa normal aumente ao ver pedaços de comida pendurados na virilha de alguém, por mais gostosa que a pessoa seja, mas dê uma olhada em algumas imagens gloriosas que aparecem quando se pesquisa “tomatina girl”. Elas ficam molhadzinhas, e na maioria das vezes, seminuas. OHHÓ!

E para efeito de constagem, há algumas regras, caso estejam interessados em participar da próxima:

    • É ilegal trazer quaisquer tipos de garrafas ou outros objetos que possam causar acidentes.
    • Você não deverá rasgar as camisetas (WAT?)
    • Tomates devem ser esmagados antes do arremesso, para que não machuquem ninguém
    • Você precisa tomar cuidado com os caminhões que carregam os tomates
    • Assim que ouvir a segunda sirene, você deve parar de atirar tomates

Big Brother Brasil

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Aqui acho que não serão necessárias maiores apresentações. E o motivo do programa aparecer nesta lista pode ser resumido em alguns nomes: Irislene, Kléber, Dhomini, Jean. Entre outros. Acompanhar MESES dessa porra, aturando figuras como essas e não ver nada que lembre nem remotamente a participante da versão italiana do reality Cristina Del Basso, PRA MIM, ilustra perfeitamente o conceito de “maneira idiota de se divertir”.

Parafraseando Thiago Borbolla: No dia em que o BBB tiver algo assim eu volto a assistir. Com pay-per-view. Fica a dica, rede Glóbulo.

Denegrir o Rubens

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Aqui eu acho uma grande sacanagem estampar o grande Barrica com o Selo de Qualidade, pois se o cara ganha milhões para dirigir um carro de F1, é assediado por trocentas paddock girls, conheceu o mundo todo (e com grana no bolso para aproveitar tudo ao máximo), vive a maior parte do ano em uma motorhome de luxo nas mais fodidas cidades européias, QUEM é o idiota?

a) Ele, que parece ter a sina de ser sacaneado pela própria equipe e costuma ser o segundinho, mas possui as regalias supracitadas;

b) Eu, que fico sentado no sofá da minha casa num domingo de manhã, apontando o dedo para a tv e dizendo LOLOLOLOL, Q LUZR XEGO IM SEGUNOD!

Então eu não definiria que o ato de ter torcido pelo Rubinho todos esse anos tenha sido um divertimento idiotamente sem propósito. Talvez tenha sido culpa de titio Ayrton, que deixou a galera mal acostumada e sedenta por um substituto tupiniquim ali na ponta. Talvez (eu disse TALVEEEZ) o panaca passatempo deste tópico seja ZOAR o cara, embora seja uma fonte quase inesgotável de piadas prontas, como o fato de ele fazer aniversário no dia da tartaruga, esse comercial, a colocação no mais recente grid, numa busca do Google e estas estatísticas.

Agora a pergunta: Por que seria digno do mais parvo palhacildo escarnecer Rubens Barrichello?

Constagem relâmpago: Seu pai e seu avô também atendem por este nome. Ou seja, Rubinho não foi o primeiro Rubens Barrichelo da família, pois seu avô chegou na frente.

A resposta é simples. Porque ninguém melhor do que o próprio ilustríssimo piloto para cumprir o papel. Eis uma imagem que ele postou recentemente em seu twitter:

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Reparou? Não? Então deixa que eu dou um zoom:

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Um tiozinho de cueca! O que diabos você estava assistindo, Rubens!? Assim não dá. Eu até tendo defender o cara, aí ele vai e manda uma dessas. A TV, RUBENS! OLHA A MALDITA TV!

Nota do Morph: Esse texto foi escrito antes do incidente da maldita molinha. A única coisa que eu posso dizer sobre isso é:

RRRRUBINHO!
Tá, eu sei que os braceletes são argolas, mas me dá um desconto, pô! Tô enferrujado. =D

MENÇÃO HONROSA: Picflow.net
Falando em Twitter AND passatempos desprezíveis, esses dias aí alguém postou um link de um site que ia mostrando porrilhões de imagens postadas por pessoas do mundo todo no twitpic aleatoriamente. O Picflow.

Achei interessante e fiquei ali alguns minutos observando. De vez em quando aparece alguma gostosa de lingerie, alguém fazendo algo engraçado lá na Austrália, um cachorro estadunidense lendo jornal. Olho para um dos thumbs e vejo um negão maldito que postou uma foto de seu próprio penis. Fico puto mas relevo. Menos de 30 segundo depois aparece OUTRA foto de algum otário que achou que seria uma boa idéia mostrar seu amarelado pirulito para o mundo.

Fechei o site e voltei ao trabalho. Se eu estivesse a fim de ver um pinto, pegaria uma lente de aumento e rumaria ao espelho mais próximo. Se quiser tentar a sorte, click aqui e se vá.

Dúvida:
Eu estaria definitivamente assinando meu atestado de idiota se dissesse que isso aí foi a coisa mais útil que eu aprendi hoje?

Sério, isso merece um daqueles estudos da maior importância para a humanidade que vivem estampando a homepage de portais de notícias (como este). Já peguei em diversas bananas (&3) em minha vida, e não me lembro de nenhuma delas ter um “abra aqui” indicando o local correto. No entanto, eu nunca sequer cogitei A POSSIBILIDADE de fazê-lo como o sábio truta do vídeo – que teve o incrível desprendimento intelectual de observar o modus operandi dos mestres símios – exemplificou. É quase instintivo, sei lá.

Prêmio Nobel NÁU!

Tirinhas Deturpadas:
Seguinte, truta. Cansei de postar tirinhas meramente traduzidas. Shiloh sabe que todos aqueles que optam por reproduzir estas pequeninas obras de autores consagrados (ou não) em seus respectivos sites/blog/colunas possuem por objetivo principal aumentar o volume de conteúdo copypástico retirando o brioco da reta de maneira sagaz. Alguns gênios como Jim Davis, Bill Watterson, Laerte ou Fernando Gonsales são tiros certos, e seja lá o que você copie descaradamente (Oi, Morph. Estou olhando para você.) vai acrescentar algum gracejo a seja lá o que punhetas esteja fazendo. Porém, se a tirinha em questão for ruim, a culpa é do cartunista, correcto? Infalível. =D

MAS EU SÔ MACHO! Se for para preencher essa porra de linguiça, que seja de maneira doentia. A partir deste 268º retorno da ARRÉgua, as tirinhas serão cruelmente estragadas.

Mas não se preocupem. Para ver a original, basta clicar na imagem.

Ursinho Poof:

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Yenny:

yenny115

Cyanide & Happiness:

cyanide115

Bloom County:

bohzaum

Garfield:

garfield115

Featuring, Marília Gabi Gabriherpes!

A saideira:

semana115

Eu odeio gordos. Os petafags também.